Paulo Fonseca, o nono elemento
Presidência de Varandas teve nove treinadores e Fonseca é o senhor que se segue. Amorim foi o que durou mais tempo e conquistou mais títulos.
Paulo Fonseca é o nono treinador da era Frederico Varandas (incluindo os interinos Leonel Pontes e Tiago Fernandes), sucedendo a Rui Borges com um contrato válido até 2030.
O técnico regressa a Portugal 10 anos e meio depois, tempo durante o qual orientou o Shakhtar Donetsk, Roma, Lille, Milan e Lyon, mas só no clube ucraniano conquistou títulos (três campeonatos, três taças e uma Supertaça).
Antes, em Portugal, ganhou dois troféus - uma Supertaça pelo FC Porto (2013) e uma Taça de Portugal pelo Sp. Braga (2015/16), os clubes da I Liga que orientou a par do Paços de Ferreira. No Dragão, refira-se, não completou a época, terminando despedido em março, no dia em que completou 41 anos, com o FC Porto no terceiro lugar, a nove pontos da liderança.
Paulo Fonseca chega com a missão de lutar por títulos, algo que em Alvalade só três treinadores conseguiram desde setembro de 2018, data em que Frederico Varandas chegou à presidência.
José Peseiro, contratado pela comissão de gestão transitória liderada por Sousa Cintra, foi despedido a 1 de novembro de 2018. Tiago Fernandes pegou a equipa de forma interina até à chegada de Marcel Keizer, que em 2018/19 conquistou a Taça de Portugal e a Taça da liga, mas teve guia de marcha no início da temporada seguinte - a 3 de setembro de 2019, na sequência de uma derrota caseira frente ao Rio Ave (2-3).
Leonel Pontes comandou a equipa quatro jogos até à chegada de Jorge Silas, que se manteve no cargo 158 dias, entre 27 de setembro de 2019 e 3 de março de 2020. Mas os maus resultados precipitaram a sua saída, deixando a equipa no quarto lugar.
Seguiu-se Ruben Amorim, cuja contratação custou 12 milhões de euros, por estar vinculado ao Sp, Braga, mas revelou-se certeira - foi o treinador que mais troféus conquistou na era Varandas. Em 1712 dias levou os leões à conquista de dois campeonatos (2020/21 e 2022/23), duas Taças da Liga (2020/21 e 2021/22) e uma Supertaça (2021).
Em novembro de 2024 decidiu deixar Alvalade e rumar ao Manchester United. O eleito para o suceder foi João Pereira, que transitou da equipa B, mas só durou oito jogos no cargo.
Seguiu-se Rui Borges, contratado ao V. Guimarães, que nessa mesma temporada levou o Sporting à dobradinha (campeonato e Taça de Portugal). Em 2025/26 não somou troféus, numa temporada marcada pela derrota na final da Taça de Portugal diante do secundário Torreense, mas alcançou os quartos de final da Champions, a melhor classificação de sempre dos leões na prova milionária.
Borges acabou despedido ao 99.º jogo, dando o lugar a Paulo Fonseca, que rescindiu com o Lyon, obrigando o Sporting a pagar uma indemnização de cinco milhões de euros.
O novo técnico tem estreia marcada para este sábado no banco dos leões, em Alvalade, frente ao Moreirense, ele que foi feliz no último jogo que realizou em Portugal: venceu pelo Sp. Braga a Taça de Portugal no desempate por penáltis frente ao FC Porto, a 22 de maio de 2016.
Amorim: o treinador do projeto que deixou títulos e legado de sucesso
Parecia um ligação umbilical, mas um convite do Manchester United levou Ruben Amorim a deixar o Sporting em novembro de 2024. Para trás ficou uma história de sucesso, com dois campeonatos, duas Taças da Liga e uma Supertaça, além de ter sido o segundo treinador da história do clube com mais jogos realizados, num total de 231, só atrás de Joseph Szabo (270).Despediu-se em grande, com uma vitória em Braga por 4-2, deixando o clube na liderança da liga a cinco pontos do Benfica.
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