Pelo menos 29 detidos nos incidentes em torno da final da Taça Libertadores

Estavam nos arredores do estádio mais de 100.000 pessoas. Jogo foi adiado para este domingo.

25 de novembro de 2018 às 00:35
Pelo menos 29 detidos nos incidentes em torno da final da Taça Libertadores Foto: Reuters
Pelo menos 29 detidos nos incidentes em torno da final da Taça Libertadores Foto: Reuters
Pelo menos 29 detidos nos incidentes em torno da final da Taça Libertadores Foto: Reuters

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Pelo menos 29 pessoas foram detidas sábado na sequência dos distúrbios registados em Buenos Aires a propósito da final da Taça Libertadores de futebol entre os rivais River Plate e Boca Juniors, que foi adiada para hoje.

Segundo informaram fontes policiais à EFE, foram detidas 29 pessoas na sequência dos incidentes, que começaram quando o autocarro do Boca Juniors foi atacado a caminho do estádio Monumental, palco da segunda mão da final da 'Champions' sul-americana.

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Segundo fontes da autarquia de Buenos Aires, estavam nos arredores do estádio mais de 100.000 pessoas, tendo sido detidas 29 na sequência dos incidentes, por "resistência à autoridade", sendo que os confrontos com as forças policiais ainda continuam.

O jogo, previsto para as 17h00 de sábado (20h00 em Lisboa), foi, finalmente, marcado para a mesma hora de domingo, depois de a Confederação Sul-americana de Futebol (Conmebol) ter adiado por duas vezes o seu início, primeiro por uma hora e depois por uma hora e 15 minutos.

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O presidente da Confederação Sul-americana de Futebol, Alejandro Domínguez, anunciou o adiamento, dizendo que não consegue "explicar o inexplicável", depois de o avançado do Boca Carlos Tévez ter dito, antes do anúncio do adiamento para domingo, que os jogadores estavam a ser "obrigados a jogar".

Vários jogadores do Boca ficaram feridos, por serem sido atingidos por vidros ou devido ao uso de gás lacrimogéneo por parte da polícia, com o 'capitão' Pablo Pérez a ter de ser assistido no hospital, antes de regressar ao estádio, com uma pala a proteger o olho esquerdo.

O dirigente do clube de Buenos Aires César Martucci explicou que o uso do gás lacrimogéneo -- que provocou inflamações oculares em vários futebolistas - se deveu à necessidade de dispersar a multidão que acompanhava a passagem do veículo, que entrou no estádio com vários vidros partidos.

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"Se, realmente, os jogadores [do Boca Juniors] não estavam em condições de jogar, o River Plate considerou conveniente apoiar o Boca, para que se possam recuperar e jogar a final em pé de igualdade", afirmou o presidente do River Plate, Rodolfo D'Onofrio.

No primeiro jogo, em casa do Boca, as duas equipas empataram a duas bolas, depois de a partida ter sido adiada um dia devido à chuva forte que alagou o relvado do estádio La Bombonera.

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