Pepê deixa 'Dragão' mais perto do Jamor
Pepê marcou de cabeça, num lance em que contou com a ajuda do guarda-redes Bruno Varela.
É a grande fotografia do jogo e Bruno Varela não fica nada bem. Pepê marcou de cabeça, mas contou com a ajuda do guarda-redes vitoriano. Uma espécie de meio frango que o FC Porto leva para casa, tendo em vista o Jamor e matar a fome numa época de pouca fartura.
Se o clássico de véspera da Luz estava ainda fresco na memória, foi rápida a noção de que, em Guimarães, a loiça seria outra. A primeira parte foi dolorosa para quem viu e ainda mais para quem jogou, nos casos particulares de Sánchez e Mangas - choque violento de cabeças num lance arrepiante que originou uma longa interrupção.
Longa interrupção que, por sua vez, originou uns longos descontos, período no qual, finalmente, houve motivos de interesse: Gonçalo Borges, a surpresa de Conceição, reclama penálti de Bruno Varela e, minutos depois, acerta no guarda-redes vitoriano, na melhor oportunidade de golo.
Mas se Bruno Varela foi para o intervalo na mó de cima, a queda foi dura no regresso dos balneários. É o minuto 52 que define, para já, esta eliminatória. É verdade que há muito mérito na visão de Nico González: o cruzamento sai direitinho para a cabeça do pequeno Pepê. O gesto do brasileiro não é assim tão brilhante e até vai na direção de Varela, só que este não responde da melhor maneira: a bola escapa-lhe entre os dedos, como ameaça escapar o sonho do Jamor.
O V. Guimarães reagiu, na verdade. Cresceu no terreno, contudo, nunca conquistou mais do que cantos. O perigo manteve-se sempre longe da baliza de Cláudio Ramos, mesmo quando um recém-entrado João Mário escorregou, para desespero de Sérgio Conceição, tão adepto do pitão de alumínio. Do outro lado, Bruno Varela foi amenizando os danos e a culpa - boas defesas ao homónimo Alan, a Baró e Iván Jaime. Só que o mal já estava feito, para bem do FC Porto. Jamor à vista, mas primeiro é preciso ainda passar em casa.
TAÇA TRAZ NICO DE FELICIDADE
Pepê é o autor do golo, Bruno Varela o grande culpado, mas há que relevar o grande mérito de Nico González no cruzamento perfeito. Aliás, uma exibição, mais uma, muito positiva do médio espanhol. Taça de Portugal vai reanimando o espírito do Dragão.
UM LANCE QUE DEFINE O JOGO
Não há como fugir. Bruno Varela tem de fazer muito mais e melhor no lance que define o jogo, aos 52 minutos. É verdade, tal como tantas vezes o é na vida dos guarda-redes, que evitou mais golos do FC Porto. Só que o futebol é assim: o mal estava feito.
e más decisões
É incompreensível como não interrompe de imediato o jogo no choque violento de cabeças entre Sánchez e Mangas. Perdoou cartões, com Borevkovic à cabeça, mas decidiu bem o lance entre Bruno Varela e Gonçalo Borges dentro da área vimaranense.
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