PGR confirma investigação a diretor-geral do FC Porto
Luís Gonçalves está a ser investigado por corrupção ativa.
Fonte da PGR confirmou ao CM que está em curso uma investigação ao diretor-geral do FC Porto, Luís Gonçalves, suspeito do crime de "corrupção ativa na atividade desportiva", como notíciado pelo Correio da Manhã. "Ao abrigo do disposto no art.º 86.º, n.º 13, alínea b) do Código de Processo Penal, confirma-se a existência de um inquérito a correr termos no DIAP de Braga", adianta fonte da PGR, reforçando que estão a ser "investigados factos suscetíveis de integrarem o crime de corrupção no fenómeno desportivo".O inquérito ao caso, que está em fase de investigação não tem, para já, arguidos constituídos.O CM sabe que no processo 1895/17.4T9BRG consta, entre outros documentos, uma carta enviada pela procuradora-adjunta Nélia da Conceição Teixeira Alves, da Comarca de Braga, à Federação Portuguesa de Futebol (FPF), no passado dia 27 de outubro.Nesse documento, o Ministério Público refere que Luís Gonçalves, homem-forte do futebol portista, está a ser investigado e, por isso, solicita mais elementos à FPF, pois "considera-os imprescindíveis" para as averiguações. O Ministério Público pediu documentos relacionados com o jogo Sporting de Braga–FC Porto (Liga, 1-1), da época passada, disputado a 15 de abril.O CM sabe que esses documentos foram a nomeação dos árbitros dessa jornada, o relatório do árbitro Hugo Miguel (Lisboa) e o mapa de castigos dessa jornada.O diretor-geral do FC Porto foi suspenso pelo Conselho de Disciplina da FPF por 30 dias, com base no relatório do árbitro Hugo Miguel. O dirigente portista foi expulso após o fim do jogo, por ter ameaçado o quarto árbitro, Tiago Antunes. "Nós sabíamos o que vinhas tu para aqui fazer, nós vamos conversar mais tarde, a tua carreira vai ser curta", disse Luís Gonçalves.No final da época, Tiago Antunes acabou mesmo por ser despromovido de categoria, o que levou o Ministério Público a abrir uma investigação ao caso.Agora, na carta enviada à Federação Portuguesa de Futebol, o MP requer também as classificações dos árbitros na época passada e as notas obtidas por Tiago Antunes em cada um dos jogos em que participou, durante a passada temporada, e que acabou por culminar na descida do juiz de Coimbra, que agora pertence à Associação de Futebol de Lisboa.
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