Polémicas acumulam-se antes do início do Mundial
Melhor árbitro de África impedido de entrar nos Estados Unidos. Seleção do Uzbequistão revistada antes de um jogo.
O arranque do Mundial está já marcado por várias polémicas fora de campo. Todas elas relacionadas com a política de segurança dos Estados Unidos, sem que a FIFA tenha capacidade de fazer alguma coisa para evitar os problemas.
Soube-se esta terça-feira que Omar Artan, considerado o melhor árbitro de África, vai falhar o Mundial. Tudo porque, no aeroporto de Miami, foi-lhe barrada a entrada em solo norte-americano. A Somália, de onde Artan é natural, é um dos países cujos cidadãos estão proibidos de entrar nos EUA. Tentou-se contornar o veto com um passaporte diplomática, mas o mesmo foi recusado.
Na segunda-feira, o Uzbequistão, um dos adversários de Portugal, viu a sua comitiva ser revistada antes de um jogo de preparação com os Países Baixos. Os jogadores tiveram de deixar as mochilas pessoais, que foram amontoadas para serem controladas por cães.
As restrições norte-americanas já tinham levado o Irão a mudar o seu local de estágio para o México, apesar de fazer todos os jogos da fase de grupos nos EUA. Esta terça-feira, a federação iraniana acusou os EUA de terem impedido a venda de bilhetes a adeptos iranianos, violando a norma da FIFA que dá a cada federação 8% da lotação do estádio onde decorre o jogo.
O selecionador do Uruguai, o argentino Marcelo Bielsa, criticou a pressão para as seleções não denunciarem os problemas que encontram, como as más condições de treino.
Pausas a meio do jogo dão dinheiro
Todos os jogos do Mundial terão pausa para hidratação em cada uma das duas partes. Aos 22’ e aos 67’, os árbitros irão parar o jogo durante três minutos. Em boa parte desse tempo (sensivelmente dois minutos), a FIFA permite que as televisões que transmitem os jogos passem anúncios, potenciando a receita. Podem fazê-lo em ecrã dividido (se o anunciante for patrocinador da FIFA) mostrando os jogadores a refrescarem-se, ou cortando a transmissão.
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