Leões escapam na frente
Leões sentiram dificuldades na primeira parte, mas o golo de Coentrão libertou a equipa para uma boa exibição.
O Sporting passou este sábado com distinção na difícil deslocação ao Bessa ao derrotar o Boavista (3-1), assumindo a liderança da Liga, ainda que à condição, pois o FC Porto só joga hoje com o V. Setúbal, no Bonfim.
O triunfo dos leões colocam a máxima pressão sobre o FC Porto que está assim impedido de perder pontos com os sadinos se pretender manter-se na liderança da Liga.
Mas nem tudo foram rosas para os leões. A equipa axadrezada apresentou-se organizada e a pressionar a zona de construção a cargo de Bruno Fernandes. A primeira parte não foi bonita. O músculo sobrepôs-se ao talento e à classe, que teve o seu maior laivo no último minuto. Podence tirou Talocha do caminho e cruzou para o segundo poste, onde Fábio Coentrão mergulhou e cabeceou para o seu primeiro golo oficial pelos leões.
Jesus respirava de alívio e a verdade é que o golo acordou a equipa do Sporting que dominou a segunda parte. Com um futebol fluido e mais acutilante. A avalanche ofensiva favoreceu Bas Dost. Acuña marcou um canto para o cabeceamento de Mathieu à trave, na recarga Bas Dost usou o instinto matador para ampliar a vantagem. A festa foi sol de pouca dura, pois Coates perdeu uma bola e os axadrezados reduziram por Mateus no minuto seguinte.
Desta vez, os leões não vacilaram e voltaram a marcar por Bas Dost. Livre de Acuña para Mathieu que deu de cabeça para o holandês bisar. A pressão está no lado do FC Porto.
Análise
Positiva - Segunda parte leonina
Motivados pelo primeiro golo, os leões mudaram de atitude na segunda parte. Mais fortes, mais acutilantes e acima de tudo mais perigosos. Construíram um resultado fácil e, mesmo quando os axadrezados reduziram, reagiram com energia.
Negativa - Coates desconcentrado
No melhor pano cai a nódoa. Coates, talvez devido ao cansaço do jogo com o Barcelona na terça-feira onde foi um dos melhores em campo, teve uma perda de bola que resultou no golo do Boavista (2-1). Valeu-lhe a reação e o terceiro golo de Bas Dost.
Penálti sobre Podence
Luís Godinho deixou passar em claro um penálti por falta de Rossi sobre Podence. O defesa central utilizou os braços para afastar o jogador leonino. Dúvidas no golo do Boavista. Mateus parece estar em fora de jogo, mas o VAR validou o lance.
Gigante Bas Dost foi o rei em terra de muitos ‘anões’ Rui Patrício – Atento e seguro até a jogar com os pés. Dá confiança à equipa.
Piccini – Veloz e técnico. Criou desequilíbrios no ataque e foi forte a defender.
Coates – É ele quem perde a bola que dá origem ao golo de Mateus. Foi displicente.
Mathieu – Grande exibição. Seguro a defender e letal no ataque. Fez duas assistências para os dois golos do holandês Bas Dost.
Fábio Coentrão – Voltou a jogar com alegria. Mergulhou para o 1-0, naquele que foi o seu primeiro golo pelos leões.
William Carvalho – Dificuldades na primeira parte, melhorou na segunda. Foi o capitão de equipa.
Bruno Fernandes – Demorou a entrar no jogo. Depois lançou a equipa na vitória.
Gelson Martins – É um quebra-cabeças. Rapidíssimo, fez vários ‘slalons’ pela defesa adversária.
Bruno César – Trouxe qualidade, quando a equipa parecia desorientada.
Podence – Um anão que foi um gigante. Grande jogada individual para servir Coentrão no primeiro golo.
Battaglia – Trouxe consistência ao meio-campo e libertou Bruno Fernandes.
Acuña – Marcou o canto e o livre dos golos de Bas Dost.
Bryan Ruiz – Para segurar a bola.
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