Ribeiro ajuda Bas Dost a brilhar
Triunfo frente ao D. Aves deixa leões no comando com um ponto de vantagem sobre o FC Porto, que tem menos um jogo.
O Sporting bateu ontem o D. Aves, por 3-0, com um hat-trick de Bas Dost, num jogo em que o estreante Rúben Ribeiro fez a assistência para o primeiro golo. Um triunfo justo que deixa os leões no comando da Liga com mais um ponto do que o FC Porto, que joga hoje no Estoril.
Jorge Jesus apostou no reforço Rúben Ribeiro no onze e os resultados foram quase imediatos. Demoraram precisamente 31 minutos, quando, após uma boa jogada individual, assistiu Bas Dost para o 1-0. Conquistou os adeptos, até porque, apesar do domínio territorial dos leões, o D. Aves já tinha causado alguns calafrios. Rui Patrício fez duas grandes defesas (12’ e 18’). E os avenses até reagiram à desvantagem, com Agra a arrancar e a cruzar para Amilton, que cabeceou à barra.
O jogo foi para o intervalo aberto, mas os leões entraram dispostos a resolver cedo a partida. Notou-se alguma falta de rotinas da equipa com Rúben Ribeiro. As combinações com Acuña e Bruno Fernandes precisam de ser trabalhadas.
O Sporting controlava o jogo, fruto da pressão do meio-campo. O D. Aves começou a acusar algum cansaço, fruto do jogo a meio da semana com o Rio Ave para a Taça de Portugal (5-4 nas grandes penalidades). Os leões ampliaram a vantagem através de um penálti a castigar uma falta de Vítor Gomes sobre Gelson Martins. Bas Dost não perdoou e bisou na partida com categoria: Quim para um lado e a bola para o outro.
O golo acabou por fazer baixar o ritmo da partida. Os leões estavam satisfeitos com o resultado e os avenses estavam a pagar a fatura do jogo da Taça de Portugal. O encontro ficou morno e sem motivos de interesse. As duas equipas optaram por explorar os remates de longa distância, quase sempre sem perigo para os guarda-redes.
Já ao cair do pano, uma arrancada de Piccini pela direita acabou por coroar Bas Dost como o rei da noite. Um cruzamento perfeito que o holandês desviou para a baliza. Estava feito o hat-trick do holandês e carimbada a vitória, que permitiu ao Sporting dormir no 1º lugar.
"Rúben Ribeiro joga muito bem de costas"
"Missão cumprida. Os três pontos eram o objetivo. Marcámos primeiro através de uma excelente jogada do Rúben com uma boa assistência para o Bas Dost. Esse golo foi o princípio para que na segunda parte a equipa estivesse mais segura. Sabíamos estar mais perto do golo do que o adversário", disse Jorge Jesus no final do encontro.
Logo a seguir falou da estreia de Rúben Ribeiro. "A mim não me surpreendeu nada. Conhecemos o Rúben muito bem do campeonato, pode trazer-nos ainda maior posse de bola. Joga muito bem de costas, precisamos de um jogador entrelinhas que tenha esta qualidade e saiba virar-se rapidamente. Não conhece os movimentos da equipa e por isso eu disse-lhe ‘não te preocupes com a equipa, joga como se estivesses no Rio Ave, como ainda não tiveste tempo para aprender não te quero baralhar.’"
Sobre a liderança e o pensamento de Sérgio Conceição, treinador do FC Porto, que joga hoje, referiu: "Ele está a pensar no mesmo que eu, ganhar."
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Análise do jogo
Positivo: Instinto matador
O avançado holandês está demolidor. Apontou o seu terceiro hat-trick na Liga, o segundo consecutivo. Marcou três golos ao Chaves (5-1), Marítimo e D. Aves (3-0).
Negativo: Acuña fora de forma
O extremo argentino está a acusar o cansaço de não ter tido férias. Esse cansaço faz com que esteja sempre nervoso e a reclamar por tudo e por nada. Está fora de forma.
Arbitragem: Penálti e VAR
João Pinheiro teve uma arbitragem segura. Bem ao assinalar o penálti sobre Gelson. Não teve pejo em recorrer ao VAR para perceber porque Bas Dost ficou caído na área. Viu o lance e mandou jogar.
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Análise dos jogadores
Bas Dost - Imparável e insaciável. Bas Dost voltou a fazer um hat-trick. O primeiro golo de cabeça, a passe de Rúben Ribeiro, o segundo de penálti e o terceiro após assistência de Piccini.
Rui Patrício – Atento e decisivo com duas boas defesas (12’ e 18’).
Piccini – Cresceu, já gosta de ter bola e é desequilibrador. Imprime velocidade no flanco e até assistiu no 3-0.
Coates – A classe com que anula os adversários faz com que pareça fácil.
Mathieu – Recuperou e teve uma exibição de grande qualidade. Cortes decisivos.
Coentrão – Agra foi uma dor de cabeça, mas cumpriu. Esforçado e lutador.
William Carvalho – Consistente no meio-campo, marcou o ritmo da equipa. Alguns passes errados.
Bruno Fernandes – Abusou nos remates de longa distância, quase sempre fracos.
Gelson – É irreverente. Traz velocidade e desequilíbrios. Sofreu a falta que deu o penálti no 2-0 leonino. o Acuña – Garra e determinação. Por vezes exagera nos protestos e também na agressividade.
Rúben Ribeiro – Notou-se a falta de rotinas com os companheiros, mas com bola é um problema para os adversários. Assistiu Bas Dost no primeiro golo com uma grande jogada individual.
Battaglia – Refrescou e consolidou o poder leonino no meio-campo.
Bryan Ruiz – Entrou numa fase em que os leões já estavam a controlar o resultado. Trouxe posse de bola.
Podence – Agitou o jogo com a sua irreverência.
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