Ronaldo salva seleção

Melhor do Mundo saltou do banco e só precisou de 18 minutos para desbloquear o jogo frente a Andorra e marcar um golo.

08 de outubro de 2017 às 01:30
Cristiano Ronaldo Foto: EPA
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Cristiano Ronaldo foi obrigado a sair do banco para desbloquear e construir a vitória de Portugal sobre a modesta Andorra, por 2-0, mantendo assim acesa a possibilidade de apuramento direto para o Mundial de 2018 no último jogo com a Suíça (terça-feira no Estádio da Luz).

Fernando Santos deixou Cristiano Ronaldo no banco. É certo que o capitão da seleção nacional estava tapado pelos cartões amarelos (se fosse admoestado falhava o jogo com a Suíça) e o relvado sintético deixava algumas preocupações, pois é mais suscetível a lesões. Contudo, a equipa apresentada não mostrou capacidade para superar um adversário da terceira divisão europeia.

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As dificuldades de jogar num relvado sintético (bola salta mais e as chuteiras prendem) não justificam a mediocridade do futebol nacional. É certo que a equipa das quinas dominou sempre a partida e esteve mais perto do golo. Aliás, Rui Patrício teve uma noite tranquila.

Andorra jogou com as armas que tinha. O tal relvado sintético e muita vontade. Uma vontade de se mostrar ao Mundo. Aguerridos, cerraram linhas e defenderam. Defenderam como podiam. Não jogaram bonito. Limitaram-se a desviar as bolas da sua baliza. E quando os portugueses acertavam no alvo surgia Josep Gomes, que, com um punhado de boas defesas, foi adiando o golo.

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Quaresma foi o mais inconformado na primeira parte. Trivelas para a área, cabeceamentos à baliza e remates de longa distância. André Silva, que soma agora oito golos em nove jogos, desperdiçou várias ocasiões. Algumas escandalosas e pouco condizentes com um avançado da 1ª linha do futebol europeu.

Fernando Santos sentiu que aquela equipa não ia ganhar o jogo. Teve de levar um banho de humildade e chamar Ronaldo ao jogo. Percebeu que só o melhor do Mundo podia desbloquear esta partida. De nada valia poupar CR7 para a Suíça se não ganhasse a Andorra.

Ronaldo entrou e só precisou de 18 minutos para marcar. Eliseu passou para João Mário, que cruzou para a área, a bola sobrou para CR7 e estava feito o 1-0. A Seleção e Fernando Santos respiravam de alívio. Estava desbloqueado o jogo, mas foi preciso o melhor do Mundo vestir o fato-macaco.

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Portugal com Ronaldo é diferente. Joga e faz jogar os companheiros. Aumenta o grau de exigência a todos os que estão no campo.

Fernando Santos optou por reforçar o meio-campo. Tirou Quaresma (também ele à bica dos amarelos) e fez entrar William Carvalho. Era importante evitar surpresas. Até porque Andorra já tinha ganho à Hungria e tinha feito a Suíça sofrer (2-1).

Cristiano Ronaldo já tinha assumido o jogo, com vários remates perigosos à baliza. Até que iniciou a jogada do segundo golo com um cruzamento para a área, onde apareceu Danilo a assistir de cabeça André Silva, que emendou ao segundo poste.

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Estava garantido um triunfo que não foi fácil e só foi possível graças ao melhor do Mundo. Sem Ronaldo, esta Seleção é, efetivamente, vulgar.

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Análise do jogo

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Positivo: Postura de Andorra

Garra e determinação. Foi assim a equipa de Andorra no jogo de ontem. O sintético não explica todas as dificuldades sentidas por Portugal.

Negativo: Fernando Santos

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O selecionador nacional não respeitou Andorra. Quis poupar Cristiano Ronaldo, mas acabou por ter de recorrer a ele para salvar o jogo.

Arbitragem: Sem influência

Não teve influência no resultado, mas foi permitindo o excesso de agressividade por parte de Andorra. Algumas faltas foram feias...

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Análise dos jogadores

Ronaldo - Entrou, marcou e foi decisivo no 2-0. Cristiano Ronaldo teve de entrar para resolver e colmatar os problemas de finalização apresentados pela equipa de Fernando Santos. 

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Rui Patrício – Um mero espectador. Nunca foi posto à prova, mas esteve atento.

Nélson Semedo – Sem trabalho a defender, subiu e criou desequilíbrios na frente.

Pepe – Perigoso nas bolas paradas na área de Andorra. Tentou o golo com remates de longa distância.

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Neto – Esteve perto do golo com uma emenda ao segundo poste que saiu ligeiramente ao lado. Sem trabalho para

defender.

Eliseu – Mostrou garra e ritmo. Boas arrancadas pelo seu flanco e cruzamentos. Não se notou a falta de ritmo por não jogar no Benfica.

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João Mário – Não foi o desequilibrador que Fernando Santos precisava, mas trouxe tranquilidade ao miolo.

Danilo – Iniciou o jogo a trinco e cumpriu. Com a entrada de William Carvalho libertou-se mais para o ataque e foi decisivo ao assistir André Silva no 2-0.

Bernardo Silva – Muito ativo. Bons cruzamentos para a área e remates perigosos que foram defendidos por Josep Gomes. Perto de marcar aos 73’ mas rematou por cima.

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Gelson Martins – Irrequieto e desequilibrador. Trocou várias vezes de flanco, o que desorientou a defesa de Andorra. Bons cruzamentos que não foram aproveitados.

Ricardo Quaresma – Estava a ser o melhor em campo, sem Ronaldo. As suas trivelas para a área e um cabeceamento perigoso fizeram estragos na defesa adversária.

André Silva – Marcou o 2-0, com uma emenda ao segundo poste. Desperdiçou várias ocasiões de golo. Só ganhou tranquilidade quando Cristiano Ronaldo entrou e já tinha marcado um golo.

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William Carvalho – Trouxe consistência ao meio-campo e permitiu a subida no terreno de Danilo.

Gonçalo Guedes – Regresso após 2 anos de ausência.

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