Ronaldo só 'faltou' ao Mundial em 2014
Desastrada campanha no Brasil foi a mancha mais significativa num ano de êxitos.
Cristiano Ronaldo começou o ano a erguer a Bola de Ouro, como melhor futebolista do mundo em 2013, e deu, ao mesmo tempo, o pontapé de saída para outros 12 meses assinaláveis, apesar do fracasso no Mundial.
A desastrada campanha no Brasil foi a mancha mais significativa, num ano de êxitos individuais e coletivos com o Real Madrid, em que a conquista da Liga dos Campeões, a tão ambicionada '10.ª', compensou amplamente a perda do título espanhol para o Atlético de Madrid.
Na final da Liga dos Campeões, a primeira disputada em Portugal desde a criação deste formato, o Atlético foi precisamente o adversário dos 'merengues' e saiu do Estádio da Luz, em Lisboa, derrotado por 4-1, a 24 de maio, depois de Sergio Ramos 'salvar' o Real e forçar o prolongamento com um golo aos 90+3 minutos.
O extremo português fechou a contagem sobre o minuto 120, de grande penalidade, e atingiu os 17 golos na Liga dos Campeões de 2013/14, tornando-se o melhor marcador numa só edição, ao bater os 14 do argentino Lionel Messi em 2011/12.
O madeirense ergueu assim a Taça dos Campeões pela segunda vez na sua carreira, seis anos depois da vitória ao serviço do Manchester United, numa época em que venceu também a sua terceira Bota de Ouro, pelos 31 golos marcados no campeonato espanhol, os mesmos do uruguaio Luis Suárez (Liverpool).
Alemanha vence o Mundial
Encerrado o capítulo das competições de clubes - com o Manchester City campeão em Inglaterra, o Bayern Munique dominador na Alemanha, a Juventus a repetir o triunfo em Itália e o PSG a ganhar em França -, as atenções voltaram-se para o Mundial, a 'cimeira' do ano.
Ronaldo e Messi aterraram no Brasil como principais figuras, mas, se a Argentina esteve à altura da sua 'estrela', caminhando até à final, Portugal não acompanhou o seu 'capitão' e este, diminuído por um problema num joelho tardiamente assumido, esteve como a equipa, mal.
A história da passagem da seleção portuguesa pelo Brasil resume-se a uma confrangedora goleada sofrida na estreia, com a Alemanha (4-0), um empate com os Estados Unidos (2-2) e uma vitória 'curta' sobre o Gana (2-1), no jogo em que Ronaldo marcou o seu único golo, o último, e falhou uma 'mão cheia'.
Com o português 'fora de jogo', Messi foi eleito melhor jogador do Mundial mesmo sem brilhar, o colombiano James Rodríguez ganhou dimensão planetária com os seus seis golos e Luis Suárez teve uma suspensão exemplar pela dentada em Chiellini, só que, no final, não prevaleceram as individualidades, mas sim o coletivo da Alemanha.
Vencedores do Grupo G, os germânicos encadearam depois triunfos sobre Argélia (2-1, após prolongamento) e França (1-0) antes de deixarem uma nação em choque com a goleada de 7-1 sobre o Brasil, no Estádio Mineirão, em Porto Alegre.
O 'Mineiraço' - numa analogia com o 'Maracanzo', a final do Mundial de 1950 que o Brasil perdeu com o Uruguai em pleno Maracanã - afastou a seleção anfitriã da final e exacerbou ainda mais a superioridade desta seleção alemã, com evidente influência do Bayern de Pep Guardiola.
Na final, frente à Argentina, a formação de Joachim Löw, com seis jogadores da equipa de Munique no 'onze', fez talvez o seu jogo mais cauteloso e esperou até ao minuto 113 pelo golo de Götze, outro homem do Bayern, que saiu do banco ainda antes do prolongamento para dar à Alemanha o 'tetra'.
Novo selecionador
Em Portugal, apesar de assumida a falta de competência da seleção no Mundial, Paulo Bento foi reconduzido como selecionador, mas a derrota com a Albânia no arranque da campanha para o Euro2016 significou a sua substituição por Fernando Santos, que, para já, pôs a equipa no caminho certo.
Em 2014/15, Ronaldo voltou a colocar-se sob os holofotes, ao resolver a Supertaça Europeia, com um 'bis' ao Sevilha, e apontar 20 golos nas primeiras 12 jornadas da Liga espanhola. Ainda pode acabar o ano como campeão do Mundo de clubes.
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