Rúben Ribeiro vive conto de fadas aos 30 anos

Reforço de inverno do Sporting já é figura em Alvalade.

16 de janeiro de 2018 às 08:53
Rúben Ribeiro, de 30 anos, apresenta-se em Alvalade na quinta-feira, depois de fazer mais um jogo pelo Rio Ave Foto: Simão Freitas
Rúben Ribeiro já está em Lisboa para reforçar o Sporting Foto: Manuel Araújo/Lusa
Rúben Ribeiro brilhou ao serviço do Rio Ave na primeira metade da época Foto: Move Notícias

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Chegou a um grande aos 30 anos. Mas não perdeu tempo. No jogo de estreia pelo Sporting, fez uma boa exibição, coroada com uma jogada fantástica seguida de passe teleguiado para o primeiro dos três golos de Bas Dost frente ao Desp. Aves. Rúben Ribeiro é um caso raro de um talento que desponta tarde para a alta-roda do futebol.

"Sempre lhe disse que podia jogar num grande, pois tinha determinação e ambição, o talento nasceu com ele", diz ao CM José Mota, treinador que Rúben Ribeiro considera ter sido o mais influente da sua carreira. E porque não chegou ele mais cedo ‘lá acima’? Mota responde: "Se calhar, os grandes andavam distraídos. Há anos que falo da qualidade do Rúben."

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Nascido no Porto, Rúben é filho de um antigo jogador, José Ribeiro, que chegou a jogar no Varzim, na 1ª divisão, nos anos 80. Festejou os primeiros golos descalço, nas peladinhas de rua, em Ramalde, ainda miúdo. Mas foi nas escolinhas de Penafiel, onde o progenitor abriu um café, que deu início à formação como futebolista. Os estudos ficaram para trás.

Chumbou na primária. Mais tarde chegou a frequentar um curso profissional de Mecânica. Que abandonou por causa do futebol.

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Aos 15 anos já vivia junto com a sua atual mulher, com quem depois teve três filhos. Jogava pelo Boavista, mas foi dispensado por ser pequeno.

Na formação do Bessa foi guarda-redes suplente só para não ter de chegar a casa e dizer que não fora convocado.

Mudou-se para o Leixões em 2002 e ajudava o pai a distribuir publicidade nas caixas do correio. Ia a pé para os treinos, num percurso de cinco quilómetros.

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Acabou por chegar à primeira equipa. Depois seguiu o seu caminho. Penafiel. Beira-Mar. P. Ferreira, com empréstimos ao Rio Ave e Gil Vicente. Boavista. De novo o Rio Ave antes do salto de gigante para Alvalade. Onde agora é figura.

"Não me valorizam como mereço"

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