Rui Borges compara-se a Guardiola

Treinador faz referência ao técnico catalão para justificar as substituições frente ao LASK Linz. Garante que continua a ser uma “solução” para o Sporting.

25 de outubro de 2026 às 01:30
Rui Borges, treinador do Sporting Foto: Paulo Calado
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Rui Borges recorreu ao exemplo de Pep Guardiola, um dos treinadores mais titulados do mundo, para justificar as decisões tomadas frente ao LASK Linz na Liga dos Campeões (2-3). "Podia ter feito as substituições mais cedo, podia, podia ter feito mais tarde, podia. Já vi grandes treinadores a fazer uma substituição e a não ganhar. Já vi o Guardiola a fazer isso,  tal como outros grandes treinadores, mas são opções", afirmou o treinador, que responde com ironia às perguntas dos jornalistas. "Todos vocês faziam substituições diferentes e metiam jogadores diferentes. O futebol é bonito por causa disso, toda a gente percebe de futebol, toda a gente tem opinião e dá muitas táticas".

Revela que "podia ter feito outras coisas e tomado outras decisões", mas defende-se que só "depois de abrir o melão é que se vê se ele é bom ou mau". Pressionado por todos os lados, o técnico assume que "lida bem com a crítica desde o primeiro dia" e que se sente "sempre solução" para os problemas dos plantel.  Agora, a receção ao Académico de Viseu é a preocupação número um, depois do tombo inesperado na Champions, onde o Sporting "tinha obrigação de fazer muito mais". A defesa tem sido o "calcanhar de aquiles" da equipa, que já sofreu nove dos 13 golos, em Alvalade esta temporada. " Tendo em conta as nossas características e, por vezes, alguma falta de maturidade, cometemos mais erros e ficamos mais expostos aos contra-ataques", reconhece. 

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Flávio prejudicado pela “estratégia”
Flávio Gonçalves perdeu a titularidade e foi relegado para o banco nos últimos quatro jogos (Arouca, Sp. Braga, Lens e LASK Linz). “Não perdeu nada. Acreditamos muito nele. Teve muito a ver com estratégia. Em termos de características individuais, do adversário. Contra o Académico de Viseu? Pode fazer sentido”, disse Rui Borges. O treinador explicou depois mais detalhadamente as razões para não colocar o jovem de início diante do LASK Linz: “Dentro da estratégia desse jogo, o Altimira baixava para cinco e o Geny ficava por fora. Neste caso tinham que ser dois médios a fazer a linha do 5X2X3. O Flávio é um criativo e para dar aquele equilíbrio, acabou por perder por estratégia de jogo e não pela sua qualidade”.

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