Rui Borges dispara contra rivais
Técnico condena manobras no clássico e assume que “parece que estamos a voltar ao século passado”. Mourinho e Farioli provocados pelo treinador do Sporting.
Rui Borges entrou de pé em riste na sala de imprensa de Alcochete para condenar as manobras no clássico do Dragão. “Parece que estamos a voltar ao século passado e não. Estamos em 2026, não vou entrar nessa luta”, assumiu o técnico, alertando que “não se deve relativizar” as palavras dissimuladas no balneário (“com medo, ambulância, acidente”), a atitude dos apanha-bolas, o roubo das toalhas a Rui Silva e a temperatura manipulada.
Inspirado nos ataques ao FC Porto, o técnico do Sporting utilizou da ironia para explicar o empate e provocar o técnico do rival. “Jogámos contra a melhor defesa. Como dizia, e penso que o mister Farioli disse isso no fim do jogo, pôr onze jogadores a defender a área, devia estar a referir-se ao FC Porto. E por isso é melhor defesa”. Para fechar o tema ‘clássico’, o destaque maior do treinador vai para Luís Godinho. “Para mim, desde que cheguei ao Sporting, foi a melhor arbitragem que tivemos em jogos oficiais”, salientou o técnico do Sporting, que virou a agulha para ‘picar’ o outro rival.
Após a vitória frente ao Santa Clara, José Mourinho referiu que “há equipas grandes que vieram aqui [Açores] e tiveram a mesma sorte com o campo, mas mais sorte com o árbitro e acabaram por sacar pontos”. Rui Borges acusou o toque e contra-atacou. “Não vou falar dos árbitros. O relvado estava melhor agora do que no nosso jogo, isso é certo”. Fora de campo, o campeonato está ao rubro com a troca de provocações entre os técnicos dos grandes. Quanto a contas, tudo está em aberto, agora, com o Benfica colado, provisoriamente ao Sporting. “Olho para a frente, não sei ser de outra forma. O único pensamento será sempre esse. Agora estou em 2.º, quero ser 1.º”, disse Borges.
E TAMBÉM
Quenda regresso para “breve”
Rui Borges “acredita” que o regresso de Quenda à competição está “para breve”. Não arrisca uma data, mas espera que “sejam poucas semanas”, até porque o extremo “seria uma solução para esta reta final”. Lesionado há 2 meses, o jogador continua em Londres, após ter sido operado ao quinto metatarso do seu pé direito.
Sofrimento até ao fim
“Percebo a parte cardíaca da malta, a minha também [risos]. Há muitas emoções”, comentou o técnico sobre os golos marcados nos instantes finais de cada jogo.
Famalicão avisado
Hugo Oliveira aponta um Sporting “fortíssimo”, apesar da ausência de Suárez. “Um clube que luta para ser campeão tem sempre plantéis ricos, com muito talento e alternativas”, disse o técnico do Famalicão, que hoje joga em Alvalade.
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