Uma estrelinha a dar ‘jackpote’ ao Sporting

Leão segue invicto, alarga fosso para os minhotos e fica confortável no trono à espera dos restantes rivais.

03 de janeiro de 2021 às 01:30
Uma estrelinha a dar ‘jackpote’ ao Sporting Foto: Pedro Zenkl
Sporting-Sp.Braga Foto: DR
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O leão da estrelinha. O filme do jogo teve final feliz para o Sporting, obrigado a suar, e muito, perante um Sp. Braga que não soube aproveitar as suas oportunidades. Já os homens de Amorim fizeram da eficácia a arma principal: ‘Pote’ abriu 2021 a fazer o mesmo que no ano velho. Matheus Nunes deu o segundo golpe para o KO definitivo. Líder soma e segue.

A primeira meia hora do encontro até terá sido interessante, mas apenas para os mais eruditos da bola. Uma batalha de duas táticas com disposições similares, só que, contas feitas, nem um único remate à baliza para amostra.

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Quando os houve, foram do Sp. Braga. Aos 32’, Adán começou a tornar-se protagonista do enredo, ao responder a Ricardo Horta que chapéus há muitos. Aos 36’, ainda tremeu num canto que só não deu golo por milagre e, logo a seguir, foi o poste a salvar a pele ao Sporting, num remate de Al Musrati. Do lado leonino, na metade inicial, ficam apenas as queixas de três lances de alegados penáltis.

Depois do intervalo, um golo dos arsenalistas. Paulinho finaliza uma belíssima jogada, mas estava adiantado 14 centímetros. O VAR entrou em ação e mantinha-se a estrelinha leonina. E por falar em estrelinhas do leão, ano novo, herói antigo. Pedro Gonçalves, ‘Pote’ para o futebol, aproveitou a primeira grande oportunidade, a passe de Nuno Santos. Quarta assistência para o ex-Rio Ave. Onze golos na Liga do ex-Famalicão.

Só que foi preciso voltar a segurar o barco e para isso é que lá estava Adán. Defesa fantástica aos 63 minutos quando todos os adeptos do Sp. Braga já celebrariam um golo garantido de Ricardo Horta. Segurança e sorte mais atrás, eficácia mais à frente. Segunda oportunidade, segundo golo do Sporting. Matheus Nunes a lucrar com uma arrancada de Sporar e a matar o jogo numa recarga. O leão foi letal, deixa o Sp. Braga a oito pontos e espera, no trono da liderança, para ver o que fazem hoje Benfica e FC Porto.

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Adán protege leão do arsenal minhoto até às estocadas finais

o Adán - Duas defesas fantásticas, a primeira quando ainda estava 0-0 na 1.ª parte. Aparenta serenidade absoluta a todo o instante.n

o Neto – Parece o patinho feio da defesa leonina, mas vai cumprindo no essencial.

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o Coates – Continua a ser o bombeiro de serviço. Mais um par de cortes decisivos.

o Feddal – Digno sucessor de Mathieu. Oportuno a intercetar dois remates.

o Porro – Duelo aceso com Galeno sem falhas comprometedoras. E ainda tentou ajudar no ataque.

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o Palhinha – Noite difícil perante um meio-campo adversário muito batalhador.

o João Mário – Eficaz a segurar a bola, mas demasiado permissivo a defender.

o Nuno Mendes – Anda mais retraído, mas o 1º golo começou num cruzamento seu.

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o Pedro Gonçalves – Estava a passar ao lado do jogo, mas quando a oportunidade surgiu não desaproveitou.

o Tiago Tomás – Uma arrancada no início do jogo e mais nada a registar.

o Nuno Santos – Também teve uma noite difícil, mas assistiu, de calcanhar, Pote no golo inaugural da partida.

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o Matheus Nunes – Deu músculo. Oportuno na recarga que fechou o resultado.

o Sporar – Sozinho, numa arrancada galopante, criou o lance que resultou no 2-0.

o Tabata – Refrescou.

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Musrati bem que tenta semear horta na procura do sustento

o Raúl Silva – Impôs o físico aos adversários, por vezes com excessivo rigor.

o Rolando – Seguro a limpar lances fáceis. Batido com muita facilidade por Sporar no segundo golo leonino.

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o Sequeira – Esteve envolvido nos dois golos do Sporting, ao deixar Nuno Santos assistir Pote e ao não ganhar o ressalto a Matheus Nunes.

o Ricardo Esgaio – Corte espetacular logo no início do jogo. Atuação regular e muitos quilómetros junto à linha.

o Al Musrati – Corta e passa com classe. Dos melhores médios-defensivos da Liga.

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o João Novais – Esteve pouco em jogo. Foi o primeiro a sair.

o Galeno – Deu muito trabalho a Porro, mas foi falhando no último passe.

o Paulinho – Muito desejado pelos leões, mostrou porquê. Pecou na finalização.

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o Ricardo Horta - Foi quem criou mais perigo e obrigou Adán a grandes defesas. A jogar nas costas de Paulinho, deu muito trabalho aos leões.

o Fransérgio – Cumpriu sem se aventurar.

o Iuri Medeiros – Um remate intercetado e pouco mais.

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o Schettine – Sem tempo para quase nada a não ser dar altura para o ‘chuveirinho’.

ANÁLISE

+ ‘No pasa nada’, Adán

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Intervenções decisivas do guardião espanhol, executadas com um toque de simplicidade. Segurou o barco quando a tormenta mais ameaçou.

- Relvado maltratado

Não é uma crítica ao futebol praticado, mas sim literalmente ao terreno do Estádio de Alvalade, que está péssimo. Nota negativa também para a ineficácia ofensiva bracarense.

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Um penálti, no mínimo

Se a carga em Feddal (7’) é discutível, a falta de Raúl Silva sobre Tomás é para penálti. Nuno Santos também é derrubado, mas lance dá logo golo.

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