Barra Cofina

Correio da Manhã

Desporto
5

A análise aos jogadores no jogo da seleção lusa contra a Alemanha

Selecionador reconheceu a justiça do marcador e identificou os erros.
Mário Figueiredo 20 de Junho de 2021 às 08:51
Cristiano Ronaldo
Rui Patrício
Nelson Semedo
Pepe
Bernardo Silva
Diogo Jota
Rúben Dias
Raphael Guerreiro
Danilo
William Carvalho
Bruno Fernande
Renato Sanches
Rafa
João Moutinho
André Silva
Cristiano Ronaldo
Rui Patrício
Nelson Semedo
Pepe
Bernardo Silva
Diogo Jota
Rúben Dias
Raphael Guerreiro
Danilo
William Carvalho
Bruno Fernande
Renato Sanches
Rafa
João Moutinho
André Silva
Cristiano Ronaldo
Rui Patrício
Nelson Semedo
Pepe
Bernardo Silva
Diogo Jota
Rúben Dias
Raphael Guerreiro
Danilo
William Carvalho
Bruno Fernande
Renato Sanches
Rafa
João Moutinho
André Silva
Na defesa, Rui Patrício fez o que pôde na baliza, mas tudo ruiu com os autogolos de Rúben Dias e Raphael Guerreiro. Uma luta perdida no meio-campo que tramou a defesa. Faltou criatividade e até sintonia entre Danilo e William Carvalho. Entre os avançados, Cristiano Ronaldo e Diogo Jota foram os portugueses mais inconformados com um golo e uma assistência cada um.

Rui Patrício: Atento, foi evitando o pior, mesmo quando os alemães sufocavam a equipa portuguesa. Um punhado de defesas, algumas com um elevado grau de dificuldade. Nada podia fazer nos golos e autogolos.
+ Manteve enquanto pôde a equipa na luta pelo resultado. Dois autogolos tornam tudo mais difícil.
-  Continua a ser aflitivo ver Patrício a jogar com os pés. Não complicou, mas falhou alguns passes.

Nelson Semedo: Não teve o apoio de Bernardo Silva a defender e pagou por isso. Deixou muito espaços nas costas que foram aproveitados pelos alemães. Gosens causou-lhe grandes problemas e dores de cabeça.
+ Manteve enquanto pôde a equipa na luta pelo resultado. Dois autogolos tornam tudo mais difícil.
-  Continua a ser aflitivo ver Patrício a jogar com os pés. Não complicou, mas falhou alguns passes.

Pepe: Um pronto-socorro na defesa. Bem nas dobras a Rúben Dias, ainda explorou os lances ofensivos, aparecendo na área de Neuer. Um poço de força e determinação. Tentou carregar a equipa.
+ Estava lá quando Rúben Dias precisava. Acrescentou músculo à defesa frente aos possantes alemães.
-  Alguma desorientação, generalizada a toda a defesa, nos momentos de maior aperto.

Bernardo Silva: Uma arrancada imparável que culminou no primeiro golo de Portugal, depois eclipsou-se. Muitos passes errados, não ajudou Nélson Semedo a defender e fez do seu corredor uma via verde.
+ Disparou pelas linhas germânicas e arrancou um cruzamento para Jota que assistiu CR7 no 1-0.
-  Desapareceu do jogo com demasiada facilidade. Apagado, acabou por ser o elo mais fraco.

Diogo Jota: Foi um dos inconformados da equipa. Assistiu Cristiano Ronaldo para o 1-0 e acabou por fazer o segundo golo português com grande oportunismo. Tentou remar contra a maré, nem sempre com êxito.
+ Jogou para a equipa. Ofereceu um golo a Ronaldo e marcou o segundo golo. Está de pé quente.
-  Intermitente. Por vezes fica alheado. Com uma regularidade maior pode ser uma das figuras da prova.

Cristiano Ronaldo: Marcou pela primeira vez à Alemanha, após assistência de Diogo Jota. Estava motivado e até brilhou com um toque de calcanhar, mas os erros defensivos deitaram o seu esforço por água abaixo. Ainda assistiu Jota no segundo golo português.
+ Fez um corte na área de Portugal e arrancou imparável para a área alemã onde acabou por fazer o primeiro golo.
- Teve menos bola do que é habitual e consequentemente menos oportunidades de golo.

Rúben Dias: Deixou-se antecipar por Havertz e acabou por fazer um autogolo (1-1). Algumas dificuldades para travar a avalanche ofensiva dos alemães. Também tentou a sorte no ataque, mas sem golo.
+ Determinação. Foi uma muralha na primeira parte, com um conjunto de cortes importantes.
-  Um autogolo complica sempre as coisas. Deixou-se antecipar e precipitou-se no corte.

Raphael Guerreiro: Cedo se percebeu que as coisas não iam correr bem. Mal no passe, mal a defender, muita precipitação e sem capacidade para sacudir a pressão germânica. Acaba por fazer um autogolo, permitindo a reviravolta.
+ Um ou outro bom cruzamento para a área germânica que levou perigo. Melhor a atacar...
-  Uma intranquilidade anormal. Inseguro. Acabou por fazer o autogolo que virou o jogo para os alemães.

Danilo: Dificuldades enormes para ganhar o meio-campo aos alemães. Alguns passes errados e alguma desconcentração. Revelou incapacidade para se concertar com William. Não foi o tampão que Portugal precisava.
+ Empenho e vontade demonstrada na luta pela posse de bola, embora nem sempre tenha levado a melhor.
-  Desconcentração e falta de posicionamento. Nunca conseguiu impor o seu jogo no miolo.

William Carvalho: Tal como o seu companheiro de setor (Danilo) esteve mais apagado do que é habitual. Não recuperou tantas bolas como é habitual e disso ressentiu-se a produção de toda a equipa.
+ Trouxe alguma agressividade sobre a bola na zona de construção do futebol germânico.
-  Não foi o pêndulo habitual. Esteve longe de projetar o futebol da equipa para a frente.

Bruno Fernandes: Ainda não mostrou a sua qualidade. Sentiu dificuldades para superar o poderio alemão. Não desequilibrou e acabou por ser arrastado para a mediocridade generalizada do meio-campo.
+ Precisão nas bolas paradas e um passe longo a isolar Bernardo Silva, que desperdiçou.
- Revelou-se incapaz de projetar o futebol da equipa portuguesa. Sem bola e alguns passes errados. 

Renato Sanchez: Entrou para o lugar de Bernardo Silva e esqueceu-se de marcar Gosens no 3-1. Teve de mudar de posição. À entrada da área arrancou uma bomba fortíssima ao poste da baliza de Neuer.
+ Procurou o golo e esteve perto. Neuer ainda deve ter os ouvidos a zumbir após a bola bater no poste.
- Não cumpriu nas tarefas defensivas e isso contribuiu para o desaire e desorientação da equipa.

Rafa: Está habituado a desequilibrar no ataque e esqueceu-se de defender. Deixou Gosens fugir no lance do 4-1. Melhorou quando Gosens foi substituído. Mas não fez a balança pender para Portugal.
+ A sua zona de conforto é o ataque, trouxe vontade e alguma técnica mas insuficientes para dar a volta.
-  Não está habituado a defender e isso custou um golo à equipa portuguesa. Faltou rigor tático.

João Moutinho: Com ele, Portugal ganhou posse de bola. Trouxe tranquilidade a uma equipa que viveu momentos complicados. Apontou o canto para Renato Sanches visar a baliza de Neuer. Valeu o poste.
+ É o pêndulo do miolo. Segurou o bola e marcou o ritmo, num jogo onde imperou a intranquilidade.
-  Podia ter um futebol mais objetivo, com a baliza no pensamento, o que nem sempre acontece.

André Silva: Entrou tardiamente no jogo. Alinha no futebol alemão e está habituado ao rigor das marcações dos cantos. Podia ter dado algo mais à equipa. Mesmo assim foi esforçado, apesar de ter pouca bola.
+ Trouxe presença de área a Portugal, embora não tenha sido municiado da melhor maneira.
-  Desgastou-se a procurar a bola, numa altura em que era ele a referência do ataque.

"Quero é seguir em frente. Queremos a lua todos os dias. Vou pensar com calma. Querer a Lua como queríamos neste jogo é perigoso para os jogadores. Se vencermos a França passamos. O apuramento depende de nós. Vamos ver como vamos jogar", disse Fernando Santos. O selecionador reconheceu a justiça do marcador e identificou os erros: "Eles reagiram ao 1-0 com o defesa esquerdo, que já sabíamos que poderia causar perigo, fez um golo e duas assistências. A equipa baixou, recuou... Os jogadores tentaram... não conseguimos. Tentei alterar ao intervalo mas sofremos o 3º e o 4º da mesma forma. A responsabilidade é minha."
Ver comentários