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Correio da Manhã

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Ac. Viseu castiga FC Porto no Fontelo e adia decisão para o dragão

Dragões dominaram segunda parte e marcaram um bom golo, mas os beirões foram capazes de reagir e chegaram ao empate.
Octávio Lopes 5 de Fevereiro de 2020 às 01:30
Ac. Viseu - FC Porto
Ac. Viseu - FC Porto
Ac. Viseu - FC Porto
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Ac. Viseu - FC Porto
Ac. Viseu - FC Porto
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Ac. Viseu - FC Porto
Ac. Viseu - FC Porto
Ac. Viseu - FC Porto
Ac. Viseu - FC Porto
Ac. Viseu - FC Porto
Ac. Viseu - FC Porto
Ac. Viseu - FC Porto
Ac. Viseu - FC Porto
Ac. Viseu - FC Porto
Ac. Viseu - FC Porto
Ac. Viseu - FC Porto
O FC Porto empatou (1-1) esta terça-feira diante do Ac. Viseu, na 1ª mão das meias-finais da Taça de Portugal, resultado que acaba por castigar a má exibição da equipa que, no entanto, se pode queixar, e com razão, de um penálti que ficou por marcar sobre Corona.

Sem oito dos titulares que iniciaram a partida frente ao V. Setúbal (4-0), no sábado - Marchesín, Marcano, Sérgio Oliveira, Corona e Soares estavam no banco; Alex Telles, Octávio e Uribe ficaram fora dos eleitos -, o FC Porto entrou na partida com ares de mandão, e logo aos dois minutos desperdiçou uma flagrante ocasião: Vítor Ferreira, no meio, picou para Marega ficar frente a frente com Ricardo Ferreira e atirar ao lado. Foi a única vez até ao intervalo que os dragões conseguiram criar verdadeiro perigo.

Nos restantes 43 minutos, o jogo foi um autêntico bocejo. Os portistas com bola mas sem imaginação ofensiva; os viseenses a defender e a explorar o contra-ataque, que só lhes rendeu alguns cantos e um remate à figura de Diogo Costa.

Na segunda parte, o FC Porto foi praticamente o dono da bola. Sob a batuta de Vítor Ferreira, bem coadjuvado por Romário Baró, os portistas fizeram o 1-0, por Zé Luís: isolado por Vítor Ferreira ficou na cara de Ricardo Fernandes e rematou de pé esquerdo para o fundo das redes.

O Ac. Viseu reagiu prontamente e conseguiu chegar ao empate, num belo golpe de cabeça de João Mário, que se antecipou a Mbemba, na sequência de um centro bem medido de Zimbawe. Nos derradeiros vinte minutos, os portistas voltaram a dominar. Já com Corona, Soares e Nakajima no colorido (devido aos remendos) relvado do Fontelo, os azuis-e-brancos tiveram algumas chances para marcar, mas Ricardo Fernandes mostrou serviço, com destaque para uma bela intervenção a um remate em arco de Nakajima.

No minuto 90, Corona entrou na área e foi derrubado por Luisinho. O árbitro João Pinheiro, mal, mandou jogar e não assinalou o respetivo penálti.

Beirões com melhor registo de sempre

O Académico de Viseu vive o seu momento de glória na Taça de Portugal, com a disputa das meia-finais da prova. O triunfo sobre o Canelas 2010 colocou a formação da capital da Beira Alta num patamar nunca alcançado.

O melhor registo datava de há 41 anos (época 1978/79), quando os viseenses chegaram aos quartos de final, sendo eliminados pelo Boavista (2-1), que acabou por ganhar o troféu. Nesta edição da Taça de Portugal o AC. Viseu eliminou o Rabo de Peixe (1-0), Real (3-1), Feirense (1-0), D. Chaves (1-0) e o Canelas 2010 (1-0).

Jogadores históricos dos viseenses
O guarda- redes Vaz, Basto, Rodrigo, Rachão, Penteado, Águas, Cavaleiro, Nogueira, Leal e João Luís são apenas alguns dos jogadores mais emblemáticos que passaram pelo Académico de Viseu. Atualmente, Fernando Ferreira, um filho da terra, volta a disputar as ‘meias’ da Taça, depois de o fazer, há sete anos, pelo Belenenses.

Menino Vitinha pede mais a Conceição
Diogo Costa – Mostrou segurança nos poucos lances em que foi chamado a intervir. Sem hipóteses no empate.
Saravia – Muitas lacunas defensivas e pouco atrevimento ofensivo. Continua sem convencer.
Mbemba – Falta de velocidade, de rotinas e de jeito. Deixou João Mário nas costas no empate.
Diogo Leite – Menos em jogo que Mbemba, logo complicou menos. Suficiente.
Manafá – O tapa-buracos cumpriu a defender, mas cometeu vários erros a atacar.
Loum – Regresso ao onze com óbvia falta de ritmo.
Baró – Muito mexido no lado direito. Força, velocidade, mas pouca objetividade. Foi melhorando e esteve perto do golo, num remate potente.
Luis Diáz – Pouca bola numa segunda parte cinzenta
Marega – Teve nos pés uma excelente chance logo a abrir. Falhou. Entrou a todo o gás na primeira parte, mas acabou por sair... descontente.
Zé Luís – Um livre direto, que embateu na barreira e pouco mais. Após o descanso, ameaçou num remate ao lado, antes de marcar, com classe.
Nakajima – Minutos a pensar no clássico. Um remate perigoso, que Ricardo Fernandes defendeu.
Corona – Lance de génio na jogada em que reclamou penálti
Soares – Sem tempo.

ANÁLISE
+ Vítor Ferreira
Titular pela 1ª vez no FC Porto. Muito bem a segurar a bola e a esperar, quase sempre em vão, pelas desmarcações dos colegas. Fez a assistência para o golo de Zé Luís.

- 1º tempo portista
O FC Porto realizou uma má primeira parte. Teve bola, é certo, mas só por uma vez teve imaginação suficiente para criar perigo junto da defesa do Académico de Viseu.

Penálti por marcar
João Pinheiro esteve muito bem no primeiro tempo e também estava a fazer uma razoável 2ª parte, até que estragou tudo no minuto 90, quando não marcou um penálti mais do que evidente cometido por Luisinho sobre Corona. E o VAR Carlos Xistra estava a fazer o quê?
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