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Correio da Manhã

Desporto
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Águias sem pulmão

Jonas deu avanço aos encarnados, mas a diferença de ritmo entre as duas equipas desequilibrou o jogo.
Mário Pereira 16 de Julho de 2017 às 01:30
Jonas, que ontem voltou a marcar (de livre), tenta o golo com um pontapé de meia distância
Heriberto retira do relvado uma bomba de fumo que interrompeu o jogo, lançada pelos adeptos do Benfica
Jonas, que ontem voltou a marcar (de livre), tenta o golo com um pontapé de meia distância
Heriberto retira do relvado uma bomba de fumo que interrompeu o jogo, lançada pelos adeptos do Benfica
Jonas, que ontem voltou a marcar (de livre), tenta o golo com um pontapé de meia distância
Heriberto retira do relvado uma bomba de fumo que interrompeu o jogo, lançada pelos adeptos do Benfica
Ao segundo jogo do estágio suíço, a equipa do Benfica acabou com os bofes de fora. As duas semanas de preparação revelaram-se insuficientes para aguentar o andamento de uma mediana equipa, que está a apenas uma semana de entrar em competição. Faltou pulmão, faltaram pernas e se a isto juntarmos erros primários do setor defensivo, ficam atalhadas as razões que explicam a derrocada da equipa do Benfica, com derrota feia por 5-1, no jogo de sábado, frente ao Young Boys.


Neste encontro, a defesa do tetracampeão nacional foi uma caricatura. Ok, lá vem a velha ladainha de que estamos na pré-época, é esta a altura certa para cometer erros, dar tiros nos pés, blá, blá... Sim tudo isto é verdade. Mas as ausências de Luisão, que por agora está lesionado, e acima de tudo de Lindelof, que partiu, e por aqui nada a fazer, recomendam uma leitura atenta por parte dos responsáveis técnicos do Benfica às incidências do jogo de ontem. André Almeida esteve muito mal em dois golos, os centrais Jardel e Lisandro erraram demasiado, e a fim de pouco mais de uma vintena de minutos os laterais não conseguiram dar profundidade à equipa.

O Benfica até entrou bem. Esteve a ganhar com um golo de livre do inevitável Jonas. Após sofrer o empate, poderia ter regressado à liderança do marcador, quando beneficiou de uma grande penalidade. Mas desta vez Jonas não foi tão assertivo. E talvez ainda pior do que o remate do ‘Pistolas’ foi a recarga pífia (de cabeça...) de Rafa, quando tinha tempo e espaço para fazer bem melhor.

Na segunda parte, Sulejmani, antigo jogador do Benfica, fez a desfeita de dar avanço pela primeira vez aos suíços. Uma ligeira reação da equipa portuguesa não foi mais do que o canto do cisne num jogo de preparação que apenas serviu para duas coisas: dar minutos aos jogadores e mostrar muitas coisas que durante a época não podem, na ótica da Luz, ter repetição.

Invasão com seguranças a assistir
Ao minuto 86, um adepto invadiu o relvado. Os seguranças não reagiram e aproximou-se de André Horta. Depois de um abraço ao nº 8, voltou para a bancada. Pouco depois, outro adepto dirigiu--se a Rui Vitória e fez-lhe uma vénia.
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