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Benfica antecipa metade da receita dos direitos televisivos

Águias receberam em abril nova tranche da verba do contrato com a Nos, a troco de um juro duas vezes superior ao avanço feito em 2018.
João Moniz 22 de Novembro de 2019 às 08:25
Luís Filipe Vieira
Luís Filipe Vieira, presidente do Benfica
Luís Filipe Vieira
Luís Filipe Vieira
Luís Filipe Vieira, presidente do Benfica
Luís Filipe Vieira
Luís Filipe Vieira
Luís Filipe Vieira, presidente do Benfica
Luís Filipe Vieira
O Benfica antecipou 163,7 milhões de euros do valor que tem a receber da Nos pelos direitos televisivos dos seus jogos em casa na Liga e pela distribuição e transmissão da BTV. Num período de oito épocas (2018/19 a 2025/26), as águias são credoras de 327,5 milhões de euros, mas preferiram receber mais cedo 50% desse montante através de duas operações financeiras.

Ao primeiro contrato de cessão (uma entidade avança o dinheiro no imediato e fica com o crédito futuro, a troco de um juro) feito em fevereiro de 2018 seguiu-se um segundo, realizado no fim de abril deste ano.

A primeira operação antecipou 108,1 milhões e a mais recente 55,6 milhões. Mas nestes negócios os encarnados só receberam 90,8 milhões e 39 milhões. Com o pagamento de juros perderam 17,3 milhões e 16,6 milhões. O peso percentual do primeiro avanço face ao valor total é de 16%, tendo subido para 30% no segundo. Na média dos dois negócios, por cada euro a que as águias tinham direito da Nos só receberam 79 cêntimos.

Fonte oficial do Benfica confirmou ao CM que esta segunda venda de créditos futuros serviu para "reembolsar o empréstimo obrigacionista que vencia no início de maio de 2019".

"A Benfica SAD não financia as suas despesas correntes mensais com este tipo de operações", acrescenta a mesma fonte, que explica o motivo: "Reduzir a dívida ao sistema financeiro, que nos dois últimos exercícios passou de 277 milhões para 144 milhões. Uma redução de 133 milhões paga com os 129,8 milhões recebidos nestas duas operações."

SAIBA MAIS
Tempo sai caro
Como o crédito a que reporta o segundo avanço de capital só vai ser pago de 2024 a 2026 (termina daqui a 7 anos), o custo da antecipação é mais elevado. O primeiro negócio começou logo a ser pago.

50%
O Benfica preferiu não entregar a totalidade da verba a que tinha direito em determinadas épocas. Escolheu, antes, ceder metade do valor de cada temporada até 2025/26. 23

Capital financia
Fonte oficial do Benfica disse ao CM que o segundo contrato também foi feito com a 23 Capital. A instituição já avançara os 120 milhões e os 15,7 milhões de euros das vendas de João Félix e Bernardo Silva.
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