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Correio da Manhã

Desporto
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Benfica de Bruno Lage continua ligado à Europa

Exibição de grande nível no segundo tempo permitiu à equipa transitar da Champions para a Liga Europa.
Filipe António Ferreira 11 de Dezembro de 2019 às 01:30
Pizzi lança mais  uma  jogada  de ataque  do Benfica, deixando um opositor da equipa do Zenit pelo caminho
Noite perfeita do Benfica contra o Zenit acaba com passaporte para a Liga Europa
Pizzi lança mais  uma  jogada  de ataque  do Benfica, deixando um opositor da equipa do Zenit pelo caminho
Noite perfeita do Benfica contra o Zenit acaba com passaporte para a Liga Europa
Pizzi lança mais  uma  jogada  de ataque  do Benfica, deixando um opositor da equipa do Zenit pelo caminho
Noite perfeita do Benfica contra o Zenit acaba com passaporte para a Liga Europa
Missão cumprida com golos e com uma exibição convincente. O Benfica bateu esta terça-feira o Zenit, mantendo-se nas provas europeias e deixando o sinal de que, com mais um pouco de sorte (noutros jogos), poderia ter continuado na Champions.

Sem invenções, Lage foi desta vez previsível e apostou no onze que tem estado em bom plano nos últimos jogos da Liga. Os primeiros 20’ foram das águias. Domínio territorial que aqui ou ali sufocou os russos. Contudo, os lances de relativo perigo surgiram de um remate de meia distância que saiu por cima da baliza e numa boa jogada de Chiquinho que já no interior da área atirou sem pontaria.

Com o resultado em Lyon favorável (na altura os franceses perdiam 0-2), o Benfica, em vez de carregar, deixou que o Zenit subisse linhas e começasse a assustar a baliza de Odysseas. Não acertou no alvo, mas ficou na retina a facilidade com que o meio campo russo conseguia encontrar espaço e tempo nas costas de Gabriel e Taarabt, ficando em situações de um para um com os defesas encarnados.

O descanso chegou em boa hora para o Benfica, que reentrou demolidor. Logo a abrir, golo do argentino Franco Cervi numa bela jogada coletiva que passou por Gabriel, Vinícius e Pizzi.

O Benfica não tirou o pé do acelerador e ainda antes da hora de jogo fez o 2-0. Douglas Santos toca a bola na área com a mão, Mateus Lahoz viu, assinalou penálti e expulsou o brasileiro. Pizzi não tremeu e apontou o 2-0 (resultado que as águias precisavam para não dependerem daquilo que se passava no Lyon-Leipzig).

A equipa de Bruno Lage continuou a dominar e só não fez logo o 3-0 pelo desacerto de Vinícius e Chiquinho. Depois, um grande susto para Odysseas com Azmoun a rematar para enorme defesa do grego.

Logo a seguir Azmoun enganou-se na baliza e fez um autogolo. 3-0. Explosão de alegria no estádio da Luz.

A Liga Europa estava próxima mas ainda com ligeiras interrogações, até porque o Lyon já tinha empatado. Um golo russo bastava para desmoronar a grande exibição encarnada no segundo tempo. Não tremeu o Benfica e acabou ter uns minutos finais sem grandes sobressaltos até ao apito final.

As águias redimem-se de uma má entrada na prova e mostram que se a sorte tivesse bafejado a equipa em Leipzig, estaria, quem sabe, a festejar o apuramento para os oitavos da Champions.

Lage: "Equipa sempre tranquila acabou por fazer um bom jogo"
"A equipa teve controle emocional. Procurámos jogar na largura e marcámos o primeiro golo. Depois surgiu o penálti e fizemos o 2-0. Continuámos a trocar bem a bola para conseguir um resultado confortável. A equipa esteve sempre tranquila e acabámos por fazer um bom jogo", disse Bruno Lage.

O técnico das águias sente que o Benfica poderia ter feito outro percurso no sentido de seguir na Liga dos Campeões. Sobre as ambições na Liga Europa rematou: "A nossa ambição é sempre a mesma: preparar da melhor forma o jogo com o Famalicão em casa."

Infalível Pizzi mostra caminho
Odysseas – Uma única defesa... e que defesa a remate de Azmoun.
Tomás Tavares – Pouco afoito no ataque, cumpriu no plano defensivo.
Rúben Dias – Desatenções e passes falhados foram os pontos negativos na primeira parte. Depois arrancou para uma exibição segura.
Ferro – Menos interventivo, mas importante para travar os gigantes russos.
Grimaldo – As habituais descidas de flanco e muitos cruzamentos.
Gabriel – Melhorou e muito após o descanso. Decisivo no início da jogada do 1-0.
Taarabt – Quer sempre fazer o passe vertical de rutura. Mas ontem falhou muito mais vezes do que aquelas que acertou.
Pizzi - Abriu o livro no segundo tempo. Uma assistência açucarada para o 1-0, um golo de penálti e vários outros passes que deixaram os colegas na cara do golo. Impressionante.  
Cervi – Lutou muito e tentou ser a habitual muleta de Grimaldo no lado esquerdo da defesa. No sítio certo para marcar o golo inaugural.
Chiquinho – Boa rotação na primeira parte, mas o remate foi por cima. Nova chance perdida no segundo tempo.
Vinícius – Trabalho muito importante na frente. Decisivo no golo de Cervi. Teve dois bons remates que mereciam melhor sorte. Importante.
Samaris – Trouxe músculo e pulmão ao meio campo.
Seferovic – Entrou para segurar os defesas contrários.
Caio – Pouco tempo.

ANÁLISE
+ Números avassaladores

O registo de 16 golos na época e nove assistências demonstra bem a qualidade de Pizzi. Ontem, depois de uma primeira parte algo apagada, descobriu Cervi para o 1-0 e depois teve a frieza para, de penálti, dar uma vantagem importante às águias.

- Russos fraquinhos
Venceram confortavelmente o Benfica na Rússia por 3-1, vinham de cinco jogos seguidos a ganhar, mas pouco fizeram no estádio da Luz. Jogaram na expectativa e acabaram por perder. Mais grave: ficaram afastados das provas europeias.

Seguro e competente
Boa decisão no lance do penálti de que resultou o 2-0. Douglas Santos cortou a bola com a mão e acabou expulso (duplo amarelo). Sempre muito perto dos lances teve uma noite tranquila. Todos os amarelos mostrados justificaram-se.
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