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Correio da Manhã

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Benfica e Vieira dizem ter "total disponibilidade" para colaborar com a justiça

"Encarnados" confirmaram as buscas.
4 de Março de 2020 às 13:59
Luís Filipe Vieira (Benfica)
Luís Filipe Vieira (Benfica)
O Benfica reafirmou a sua "total disponibilidade" para colaborar com as autoridades, depois de ter confirmado que o clube e o presidente, Luís Filipe Vieira, foram alvo de buscas no âmbito da Operação Fora de Jogo, divulgada na manhã desta quarta-feira.

"A Sport Lisboa e Benfica – Futebol SAD e o seu Presidente do Conselho de Administração confirmam a realização esta manhã de buscas às suas instalações, reafirmando a sua total disponibilidade, como sempre, em colaborar com as autoridades no esclarecimento de todas as questões que venham a ser suscitadas no âmbito deste ou de qualquer outro processo", lê-se no comunicado publicado no site dos "encarnados". 

A Procuradoria-Geral da República (PGR) confirmou as buscas a "diversos clubes de futebol, respetivas sociedades e dirigentes, escritórios de advogados e agentes intermediários", num comunicado emitido a meio da manhã.

No âmbito de um inquérito dirigido pelo Ministério Público do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) e cuja investigação está a cargo da Autoridade Tributária e Aduaneira (AT), estão em curso 76 buscas, inclusive, domiciliárias, designadamente, em diversos clubes de futebol, respetivas sociedades e dirigentes, escritórios de advogados e agentes intermediários. Estas diligências realizam-se em todo o país e estão a ser efetuadas por 9 magistrados do Ministério Público do DCIAP, 7 magistrados judiciais, 101 inspetores Tributários e 181 militares da Unidade da Ação Fiscal da Guarda Nacional Republicana (GNR)", lê-se no comunicado. "A Polícia de Segurança Pública presta também a sua colaboração."

"No inquérito investigam-se negócios do futebol profissional, realizados a partir do ano de 2015, e que terão envolvido atuações destinadas a evitar o pagamento das prestações tributárias devidas ao Estado português, através da ocultação ou alteração de valores e outros atos inerentes a esses negócios com reflexo na determinação das mesmas prestações", adianta a PGR. "Em causa estão factos suscetíveis de integrarem a prática de crimes de fraude fiscal qualificada e branqueamento de capitais. O inquérito encontra-se em segredo de justiça."

   
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