Barra Cofina

Correio da Manhã

Desporto
5

Benfica 'sem asas' na Liga dos Campeões

Bruno Lage mexeu na equipa e promoveu três estreias no onze: Tomás Tavares, Cervi e Jota.
Mário Figueiredo 18 de Setembro de 2019 às 01:30
 Benfica - RB Leipzig
 Benfica - RB Leipzig
 Benfica - RB Leipzig
 Benfica - RB Leipzig
 Benfica - RB Leipzig
Benfica - RB Leipzig
Benfica - RB Leipzig
Benfica - RB Leipzig
 Benfica - RB Leipzig
 Benfica - RB Leipzig
 Benfica - RB Leipzig
 Benfica - RB Leipzig
 Benfica - RB Leipzig
Benfica - RB Leipzig
Benfica - RB Leipzig
Benfica - RB Leipzig
 Benfica - RB Leipzig
 Benfica - RB Leipzig
 Benfica - RB Leipzig
 Benfica - RB Leipzig
 Benfica - RB Leipzig
Benfica - RB Leipzig
Benfica - RB Leipzig
Benfica - RB Leipzig
O Benfica perdeu esta terça-feira com o Leipzig, 1-2, na Luz na estreia da Liga dos Campeões, numa partida em que ficou a ideia de que Bruno Lage podia ter feito mais para vencer e amealhar os 2,7 milhões de euros do prémio.

O Red Bull Leipzig ganhou asas na Luz. Em parte, pela forma como Bruno Lage encarou a partida. Promoveu a estreia absoluta de Tomás Tavares, no lado direito da defesa, e as entradas no onze de Cervi e Jota. No banco ficaram Seferovic e Rafa, mas já lá vamos...

As mexidas operadas por Bruno Lage tornam difícil a perceção de qual é o verdadeiro valor desta Liga dos Campeões para o Benfica. Se o objetivo é uma equipa de nível europeu e a dar cartas, o técnico não pode limitar-se a fazer testes nestes jogos. Apostou e perdeu no resultado.

Ganhou a aposta em Tomás Tavares, jovem de 18 anos. Não tremeu face aos alemães e teve em boa parte do jogo Timo Werner a cair para o seu lado. Além disso, aguentou o elevado ritmo que os alemães impuseram em todo o jogo, com um pressing alto e desgastante para quem defende.

Os alemães mostraram ao que vinham com um golo aos sete minutos de Forsberg , mas o árbitro anulou bem.

O Benfica acusava as mudanças e falta de rotinas com os jogadores novos. Os alemães, mais possantes e com grande pulmão, foram apertando o Benfica. Odysseas foi adiando o inevitável, sempre com Werner como artista principal.

Percebiam-se as dificuldades do Benfica no arranque da segunda parte. Odysseas negou dois golos em dois minutos. No primeiro saiu aos pés de Werner e no segundo intercetou o cruzamento de Poulsen, quando Sabitzer se preparava para emendar a bola para a baliza.

A reação do Benfica surgiu por Raul de Tomas, com um remate rente ao poste. O reforço de 20 milhões continua em branco.
Pizzi realizou um jogo intermitente, sentindo claramente a falta do parceiro Rafa.

Os alemães chegaram à vantagem num golo do inevitável Timo Werner, após uma combinação com Poulsen.
As águias tiveram uma reação enérgica. Grimaldo obrigou Gulácsi a defesa apertada num livre e Cervi, isolado na zona de penálti, rematou à figura.

Lage pôs Seferovic e Rafa mas estes ainda se ambientavam quando Werner bisou, num lance validado pelo VAR.

A dupla benfiquista construiu o golo de honra, mas era tarde para a reviravolta. Com eles de início a história podia ter sido outra.

Análise
Tomás Tavares
Uma estreia absoluta ao mais alto nível. Não tremeu face ao poderio dos alemães. É ele quem está no início da jogada do golo do Benfica.

É ele quem coloca em jogo Werner no segundo golo. Mas nada que retire o nascimento de mais uma estrela.

Bruno Lage 
O técnico do Benfica, que esteve na bancada devido a castigo, parece ter minimizado a importância da Champions. Fez vários testes, lançou alguns jovens e ‘sentou’ Rafa e Seferovic, pedras fundamentais no melhor Benfica da época...

Critério largo
O juiz da partida teve um critério largo nas faltas, o que fez aumentar a gravidade das mesmas. Bem ao anular um golo do Leipzig aos sete minutos por fora de jogo. Bem auxiliado pelo VAR para validar o segundo golo dos alemães.

"O empate era o resultado justo"
"O empate era o resultado mais justo neste jogo. Tivemos várias ocasiões de fazer golos. Pizzi teve uma oportunidade e no contra-ataque sofremos um golo, e Cervi esteve isolado e falhou", foi desta forma que Bruno Lage reagiu à derrota frente ao Leipzig, na Luz.

O treinador do Benfica queixou-se da ineficácia ofensiva da equipa e justificou as novidades no onze (Tomás Tavares, Cervi e Jota) como "uma estratégia para precaver os dois sistemas do adversário".

Bruno Lage justificou ainda que André Almeida (na bancada) e Rafa (banco) ficaram de fora porque não recuperaram bem da última partida.

Já sobre a escolha entre Raul de Tomas em vez de Seferovic, o técnico das águias defendeu-se com o sistema tático do adversário. "Não quisemos dar uma referência no ataque ao adversário e foi essa a razão", disse.

"Fejsa e Samaris no meio- -campo era colocar dois galos no mesmo poleiro. Preferi o Fejsa atrás e Adel Taarabt numa segunda linha e Jota numa terceira linha", referiu o técnico, explicando que o meio-campo "está diferente", devido às lesões de Florentino e Gabriel.

"Não é melhor nem pior, é diferente", concluiu.

Lyon e Zenit empatam
O Zenit foi ao terreno do Lyon (com Anthony Lopes no onze) arrancar um importante ponto. Azmoun marcou para a formação russa enquanto Depay, de grande penalidade, empatou já no segundo tempo.

O Zenit é o próximo adversário do Benfica (jogo na Rússia, 2/10).
Seferovic Leipzig Lyon Benfica Tomás Tavares Liga dos Campeões Cervi Bruno Lage Luz Jota Zenit Timo Werner
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)