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Boavista nega cenário crítico

Axadrezados viram a Relação recusar plano de recuperação.

02 de março de 2017 às 08:27

O Tribunal da Relação do Porto chumbou o plano de recuperação através do SIREVE - Sistema de Recuperação de Empresas por Via Extrajudicial - elaborado pela Boavista SAD, por uma questão de não cumprimento dos prazos, dando razão aos credores, o que poderia, no limite, resultar na falência da sociedade. A SAD reagiu esta quarta-feira, negando que a situação seja crítica.

"O acórdão contrariou uma primeira sentença favorável a esta SAD e ainda não transitou em julgado, pois foi objeto de recurso (...). Em qualquer caso, tal decisão diz respeito a uma minoria [a Boavista SAD fala em 13% dos créditos, na decisão constam que são 18%] dos credores privados, aqueles que votaram desfavoravelmente o procedimento SIREVE", refere a SAD axadrezada, liderada por Álvaro Braga Júnior. O clube é presidido por João Loureiro.

Acrescenta que, para os restantes credores, incluindo a Autoridade Tributária e a Segurança Social, o plano está em vigor e que têm sido cumpridos os acordos. "Bem recentemente, a Boavista SAD entregou nas instâncias desportivas competentes as respetivas certidões oficiais referentes a tal cumprimento", lê-se no comunicado da SAD do Bessa, que sublinha o esforço em poupar: "Metade do salário anual de um jogador internacional do último adversário [FC Porto] dá para pagar toso o nosso orçamento."

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