Carlos Carvalhal "Benfica organizou-se melhor que os rivais"

“Um dia, o regresso vai acontecer naturalmente”.
Por José Carlos Eusébio|23.07.17
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Carlos Augusto Soares da Costa Faria Carvalhal nasceu a 4 de dezembro de 1965, em Braga.
Carlos Carvalhal "Benfica organizou-se melhor que os rivais"
Como jogador passou por vários clubes portugueses, nomeadamente Espinho, Desportivo de Chaves, Tirsense, Braga, Beira-Mar e Porto. Já nas funções de treinador de futebol, Carvalhal esteve ao comando, entre outros clubes, de Leixões, Vitória de Setúbal, Belenenses, Beira-Mar, Sp. Braga, Marítimo e Sporting. No estrangeiro, o treinador bracarense passou pelos gregos do Asteras Tripolis e pelos turcos do Besiktas e do Istambul BB. Desde 2015 que se encontra a treinar o Sheffield Wednesday, clube inglês que disputa o Championship (equivalente à II Liga portuguesa).

Correio Sport - Como é que tem corrido a experiência em Inglaterra?

Carlos Carvalhal -Tem corrido muito bem. É um país de futebol. Sou o primeiro treinador - e a primeira equipa técnica também - não britânico nos 150 anos de história do Sheffield. É um campeonato extremamente difícil, com 24 equipas, das quais 20 querem subir todos os anos, e com jogos de três em três dias. Atingir em dois anos um play-off deu-nos um crédito muito grande em Inglaterra, porque as pessoas lá conhecem muito bem o Championship e sabem o quanto é difícil. Só nós e o Brighton é que conseguimos durante dois anos consecutivos andar nos seis primeiros lugares. Eu sou o terceiro treinador mais antigo do Championship. As mudanças de treinador são uma constante porque a competição é muito árdua. Conseguir o play-off dois anos foi bom, mas evidentemente que a subida de divisão é que seria a cereja no topo do bolo.

- O regresso a Portugal está no seu pensamento?
-Não tenho esse regresso projetado. Neste momento estou no Sheffield e atrever-me-ia a dizer que ficar três anos num clube, hoje em dia, é quase ganhar uma Champions, porque em todos os campeonatos as mudanças de treinador são constantes... Ainda por cima estou num clube onde gostam de mim e onde me sinto confortável. Foi isso que me levou a ficar no Sheffield e a não olhar ao dinheiro e ao prestígio de treinar eventualmente na Premier, onde tive oportunidade de treinar. Fiquei onde posso eventualmente fazer história.

- E tem tido convites para voltar para Portugal?
- Sim, tem havido essa possibilidades todos os anos. Um dia o regresso vai acontecer naturalmente, movido mais pela motivação emocional do que financeira. Um dia vou voltar, de certeza absoluta. Há clubes que gostaria de treinar...

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