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Correio da Manhã

Desporto

Crise chega a um FC Porto muito pobre

Conceição optou por uma defesa num três em linha e deu galo.
Sérgio Pereira Cardoso 8 de Novembro de 2019 às 01:30
FC Porto defronta o Rangers
 FC Porto defronta o Rangers
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FC Porto defronta o Rangers

Este dragão já não é o que era. Grande referência na Europa, o FC Porto viu-se esta quinta-feira vergado por 2-0 frente ao Rangers e caiu para último no grupo da Liga Europa. A crise está instalada no meio da pobreza que voltou a ser o futebol da equipa de Conceição.

Se na véspera já se tinha falado em imprevisibilidade, Sérgio Conceição decidiu ir ao bolso das táticas e apresentou uma linha de três defesas - ou cinco, no momento defensivo - e os dois laterais, Alex Telles e Manafá, mais projetados quando com bola, estancando as alas escocesas sem a mesma.

Resultou? Inicialmente, parecia que sim. A surpresa deixou o adversário atarantado, embora, em abono da verdade, o perigo acabasse por chegar de bola parada, com um canto de Telles, aos 8’, desviado por Pepe - Kamara cortou mesmo em cima da linha. A seguir, Soares falhou o cabeceamento a centro de Otávio e a coisa ficou por ali. Aos 11 minutos...

Gerrard mexeu as peças, mudou os focos de pressão e a qualidade portista voltou a decair. Neste jogo de anulação mútua seria estranho outro resultado que não o 0-0 ao intervalo.

Um único remate à baliza das duas equipas em 45 minutos e o autor até foi Pepe, ele que teve de sair lesionado logo no início da segunda parte. Conceição sacou de Díaz, mas não se desfez do 3x5x2 ou 5x3x2. Telles a central, Manafá na esquerda e Corona na direita. Se parece confuso... é porque é.

Os dragões continuavam com dificuldades na construção e estava melhor o Rangers na partida. Marchesín entrou em ação aos 60 minutos e segurou o empate, pouco antes de Sérgio voltar a mexer - troca direta de Soares por Zé Luís.

Até que os sinais negativos acabaram por ter confirmação. Manafá ainda viu um jogador a voltar a tirar um golo perto da linha, antes da derrocada total. Aos 69’, Morelos aproveitou um deserto na frente da defesa e atirou para o 1-0. Quatro minutos depois, Steven Davies aumentou o fosso, com um desvio de Marcano. Conceição puxou de Fábio Silva, mas, apesar do esforço do miúdo, não mais criou oportunidades. Já estava dado o tilt. Crise profunda no Dragão. Último lugar na Liga Europa e apuramento em risco. E agora, Sérgio?

ANÁLISE
O mais velho e o mais novo

Pepe segurou o barco enquanto esteve em campo e a sua saída foi mesmo o início do afundamento da nau de Conceição. Nota para o esforço de Fábio Silva, lançado às feras no meio da crise e que ainda conseguiu mexer alguma coisa com o jogo.

O tilt em terras de kilt
Sérgio Conceição quis abanar tanto a máquina que deu tudo tilt. Depois do 4x4x2 e do 4x2x3x1, eis que chegou uma defesa de cinco - ou três... -, que foi à Escócia tentar estancar uma equipa teoricamente mais fraca. Duas oportunidades é pouco. É pobre.

Uma dúvida na área
Apenas um lance de maior polémica, aos 67 minutos, com uma abordagem de Morelos, na área escocesa, em que a bola bate no braço. Mandou jogar o árbitro - caso deixa muitas dúvidas - que, de resto, teve uma arbitragem pacífica ao longo de todo o encontro.

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