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Correio da Manhã

Desporto
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FC Porto cai na 'banheira' com três bolas nos ferros

Equipa de Conceição entra no recinto do Feyenoord a dominar e desperdiça duas flagrantes oportunidades.
Octávio Lopes 4 de Outubro de 2019 às 08:33
Marchesín vai fazer uma enorme defesa para parar um remate de Toornstra, no jogo entre Feyenoord e o FC Porto
Sérgio Conceição diz que o empate teria sido o resultado mais justo
 Feyenoord - FC Porto
 Feyenoord - FC Porto
Feyenoord - FC Porto
Marchesín vai fazer uma enorme defesa para parar um remate de Toornstra, no jogo entre Feyenoord e o FC Porto
Sérgio Conceição diz que o empate teria sido o resultado mais justo
 Feyenoord - FC Porto
 Feyenoord - FC Porto
Feyenoord - FC Porto
Marchesín vai fazer uma enorme defesa para parar um remate de Toornstra, no jogo entre Feyenoord e o FC Porto
Sérgio Conceição diz que o empate teria sido o resultado mais justo
 Feyenoord - FC Porto
 Feyenoord - FC Porto
Feyenoord - FC Porto
O FC Porto caiu esta quinta-feira com estrondo na ‘banheira’ de Roterdão, na Holanda, ao perder (0-2) diante do Feyenoord, devido a erros defensivos e a uma confrangedora falta de pontaria no ataque.

Os dragões entraram em campo ‘à Champions’, e durante 24 minutos dominaram por completo e desperdiçaram duas grandes oportunidades: a primeira por Nakajima que, na sequência de um livre de laboratório, apareceu isolado na área e atirou por cima da barra; a segunda por Zé Luís que, após canto de Telles, desviou por cima da barra a poucos metros do risco fatal. Entre estes dois lances, destaque ainda para um penálti que ficou por marcar sobre Otávio, empurrado por um holandês quando ia ficar na cara de Vermeer.

A partir dos 24 minutos, o FC Porto começou a falhar passes no meio campo e no ataque, e o Feyenoord equilibrou, com Berghuis a dar nas vistas -no minuto 26 só não faturou devido a um bom corte de Marcano. O jogo estava agora dividido, embora com mais ascendente dos portistas, que antes do intervalo tiveram nova oportunidade: canto de Telles para Pepe, de cabeça, obrigar Vermeer a uma grande defesa.

A 2ª parte começou com o 1º golo do Feyenoord, apontado por Toornstra, que aproveitou bem um desentendimento entre Pepe e Manafá, que não conseguiram evitar um centro de Larsson, na esquerda. Logo a seguir, Marchesín fez duas enormes defesas.

O dragão respondeu com novo livre de laboratório: Uribe picou por cima da barreira para Otávio, isolado, atirar à barra. A equipa da casa não se encolheu e explorava sempre que podia o contra-ataque, que começava invariavelmente devido a erros dos azuis-e-brancos.

Berghuis atirou à barra e Larson, na área, sem oposição, falhou o alvo por pouco. O FC Porto tinha mais bola, mas continuava no trilho do desperdício. Marega, a menos de três metros do risco de golo, atirou por cima. Diaz, em posição frontal e perto da área, acertou na barra.

Num novo erro de passe, de Danilo, Karsdorp entrou que nem um foguete na área portista e fez o 2-0. Pepe e Telles ficaram a ver. Perto do final, Soares, sem oposição, acertou em Vermeer e no poste.

1ª derrota ao fim de 10 jogos na Europa
O FC Porto não perdia numa fase de grupos das provas da UEFA há 10 jogos (9 na Champions e um na Liga Europa). A última derrota (2-3) portista tinha sido frente ao RB Leipzig (adversário do Benfica na edição deste ano da Liga dos Campeões), na Alemanha, em outubro de 2017.

Além disso, os azuis-e-brancos ficaram em branco pela primeira vez esta temporada.

ANÁLISE
Livres de laboratório
O FC Porto demonstrou uma enorme classe nos denominados livres de laboratório. Um de Telles com um soberbo passe para Nakajima desperdiçar, e outro de Uribe para Otávio atirar à barra.

Finalização portista
A equipa de Sérgio Conceição teve várias oportunidades para faturar em Roterdão, mas nem uma foi capaz de concretizar. Umas por manifesta aselhice na finalização, outras (3) esbarraram nos ferros.

Falta de classe
O árbitro russo Sergei Karasev cometeu vários erros. O mais grave foi não ter assinalado uma penálti sobre Otávio - foi empurrado na área. Mas também falhou em lances que prejudicaram o Feyenoord - Danilo merecia o amarelo por agarrar Sinisterra. O juiz nem falta marcou.

Uribe não merecia punição tão forte
o Marchesín –
Não teve culpas nos golos e ainda foi capaz de efetuar algumas grandes defesas para corrigir erros dos colegas de equipa.
o Manafá –
Atrapalhou-se com Pepe no 1º golo do Feyenoord. De resto, uma exibição insuficiente.
o Pepe –
Errou nos dois golos dos holandeses e falhou alguns passes. Teve uma grande cabeçada para boa defesa de Vermeer.
o Marcano –
Não dobrou Pepe quando era preciso. Bom corte diante de Berghuis.
o Alex Telles –
Ficou a ver Karsdorp entrar na área portista no 2º golo do Feyenoord. Grande passe para Nakajima falhar na cara de Vermeer.
o Danilo –
Vários passes errado. Um deles custou o 2º golo da equipa de Roterdão.
o Otávio –
Lutou e correu muito. Falhou um golo: isolado por Uribe, num livre, acertou na barra.
o Nakajima –
Desperdiçou uma flagrante oportunidade: na cara de Vermeer, atirou por cima.
o Marega –
Falhou escandalosamente uma grande oportunidade. Sozinho na área, atirou por cima da barra.
o Zé Luís –
Passou ao lado do jogo.
o Soares –
Uma bola ao poste e um passe de morte para Marega desperdiçar.
o Díaz –
Uma bomba à barra. Deu trabalho à defesa da casa.
o Fábio Silva
– Nas poucas vezes que tocou na bola, não a perdeu.

Conceição lamenta falta de eficácia
"Foi um daqueles jogos em que podíamos ter quatro ou cinco oportunidades, que não fazíamos golo. Não merecíamos perder por dois golos, pois em termos de ocasiões o empate teria sido mais justo", disse Sérgio Conceição no final do jogo com o Feyenoord. O técnico portista reconheceu ter faltado "agressividade" à equipa.

"Depois do golo fomos à procura [do empate]. O jogo abriu-se muito e ficámos mais expostos. Estivemos um pouco mais abaixo do que normalmente somos. Mas todas as equipas do grupo têm três pontos. Só dependemos de nós e tudo iremos fazer para passar à fase seguinte. Temos de olhar em frente", acrescentou Conceição. O próximo jogo do FC Porto é no Dragão, frente ao Rangers, no dia 24.
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