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Correio da Manhã

Desporto
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FC Porto teve sucesso no meio do caos e avança na Liga Europa

Dragão vencia por 2-0 aos 15’ e aos 22’ já estava 2-2. Soares marcou o tento decisivo.
Sérgio Pereira Cardoso 13 de Dezembro de 2019 às 01:30
FC Porto - Feyenoord
FC Porto - Feyenoord
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FC Porto - Feyenoord
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FC Porto - Feyenoord
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FC Porto - Feyenoord
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FC Porto - Feyenoord
FC Porto - Feyenoord
FC Porto - Feyenoord
Do caos nasceu o líder. O FC Porto acaba o grupo da Liga Europa em primeiro lugar, depois de um encontro de doidos, em que teve de sofrer - e marcar - muito para garantir esse bilhete dourado como cabeça de série.

‘Tudo cai! Tudo tomba!’, escreveu Florbela Espanca em ‘Loucura’, palavra que melhor define a primeira parte, tal o desacerto defensivo. Os dragões saltaram para a frente numa boa jogada, com Díaz a contar com uma ajudinha do guarda-redes holandês. Um minuto depois e Soares colocou a bola num adversário que fez o jeito para um autogolo. 2-0, 15 minutos.

Aos 22’, porém, já estava 2-2. Duas falhas defensivas graves, num canto e em jogada corrida, e voltava tudo ao mesmo. No meio da anarquia, o 3-2 surgiu, claro, de uma confusão total com Soares a levar tudo à frente até ao golo. Tudo cai! Tudo tomba! Intervalo. 3-2.

Na segunda metade, o dragão tremeu - a bola ainda foi ao poste -, mas segurou a vantagem. Da Escócia, chegaram boas novas. Tudo está bem quando acaba bem. Mas estará mesmo?

Marché segurou o bilhete
Agustín Marchesín - 
No meio da loucura, segurou a onda. Sem culpa nos golos, tem três defesas fulcrais e ainda dominou o jogo aéreo no apertão final.
Corona – Muito bem a atacar, suficiente na defesa.
Pepe – Desastroso nos dois golos sofridos. Muito melhor na 2ª parte.
Marcano – Também perdido em demasiados lances.
Alex Telles – Poço de luta, fez mais uma assistência.
Danilo – Transição defensiva está a ser um problema.
Uribe – Também está longe do que já mostrou neste ano.
Otávio – Amarelado desde o início, esteve pouco em jogo.
Luis Díaz – Dos melhores na 1ª parte, fez o 1-0. Foi caindo.
Marega – Fundamental em dois golos. Correu muito.
Soares – À base da força, foi decisivo no 2-0 e no 3-0.
Sérgio Oliveira– Entrou para fechar o miolo.
Zé Luís – Sem arte.
Mbemba – Ferrolho.

ANÁLISE
+ Marchesín, sim!
Sofreu dois golos, sem qualquer culpa. Aliás, evitou o pior em três ocasiões, aos 6’, 70’ e 73’, entre saídas importantes dos postes. Poderá ser estranho ver um guardião como melhor em campo num 3-2, só que, em terra de loucos, ganhou pela sanidade.

- Tudo cai! Tudo tomba!
As prestações defensivas das duas equipas na primeira parte foram nada menos do que horríveis. Mas se o Feyenoord é 8º na Liga holandesa, ao FC Porto exige-se mais. Aliás, apesar de acabar em primeiro, ouviu várias vezes assobios dos adeptos.

Um penálti e um 3-2 duvidoso
Quando o jogo estava em 2-2, fica um penálti por assinalar a favor do FC Porto por mão na área de um jogador holandês à recarga de Danilo. Intervenção - decisiva - de Soares no 3-2 parece faltosa. De resto, decidiu bem os outros lances nas respetivas áreas.
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