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Fernando Gomes reeleito para terceiro e último mandato na FPF

Direção foi eleita com 74 votos a favor, três em branco e cinco nulos, sendo que votaram 82 dos 84 delegados inscritos.
Lusa 10 de Julho de 2020 às 18:51
Fernando Gomes, presidente da FPF
Fernando Gomes, presidente da FPF FOTO: David Martins
Fernando Gomes foi reeleito esta sexta-feira presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), até 2024, na Assembleia-Geral eleitoral do organismo, à qual concorreu sem oposição para um terceiro e último mandato.

Aos 68 anos, Fernando Gomes foi reeleito pela terceira vez para o cargo, para um mandato até 2024, pela segunda vez sem oposição, depois de ter vencido as eleições de 2011 frente a Carlos Marta.

A direção foi eleita com 74 votos a favor (90,2%), três em branco e cinco nulos, sendo que votaram 82 dos 84 delegados inscritos.

O antigo avançado Hélder Postiga é uma das novidadades na direção, na qual estará juntamente com os repetentes Humberto Coelho, João Vieira Pinto, Pedro Pauleta, José Couceiro, Pedro Dias, Mónica Jorge e Rui Manhoso.

Além do antigo internacional, também José Alberto da Costa Ferreira, que presidia à associação de Viseu, surge no elenco diretivo, do qual se registam as saídas de Carlos Coutada, Elísio Carneiro, que transita para o Conselho Fiscal, e Júlio Vieira, assim como de Hermínio Loureiro, que deixou a FPF na sequência da acusação do Ministério Público na operação 'Ajuste Secreto', e que foi 'substituído' por Couceiro.

Cláudia Santos é a cabeça de lista para o Conselho de Disciplina (CD), para suceder a José Manuel Meirim, Luís Verde de Sousa vai liderar o Conselho de Justiça (CJ), enquanto José Fontelas Gomes, Ernesto Ferreira da Silva e José Luís Arnaut se mantêm como líderes dos restantes órgãos, casos de Conselho de Arbitragem (CA), Conselho Fiscal (CF) e Mesa da Assembleia-Geral (MAG), respetivamente.

O recém-eleito Fernando Gomes assumiu uma defesa universal dos destinos do futebol português, após ter sido reconduzido para um terceiro e último mandato na liderança da Federação Portuguesa de Futebol (FPF).

"Aos sócios e delegados da FPF garanto que defenderei o futebol como um todo. Não há futebol profissional e não profissional, nem masculino ou feminino. Há unicamente um futebol. Garanto que não terei visões sectárias e continuaremos a priorizar a prática das mulheres e dos jovens", frisou o dirigente, na tomada de posse dos novos órgãos sociais.

"Garanto que o licenciamento e integridade de todas as provas serão tarefa diária. Garanto que trabalharemos com os clubes profissionais e com a Liga com o mesmo espírito construtivo e de exigência de sempre. Garanto que os sócios de classe da FPF continuarão a estar permanentemente envolvidos nos processos de decisão", enumerou.

O líder federativo admitiu que as associações distritais "permanecerão sempre no centro da ação", na antecâmara da "época mais difícil da história", que poderá arrancar com "algumas competições em setembro", depois do cancelamento de quase todo o futebol português em 2019/20 devido à pandemia de covid-19, à exceção da I Liga.

"As reuniões que temos tido com o Estado e as autoridades de saúde, a última das quais hoje, fundamentam essa esperança. Essa possibilidade é desafiante e encerra uma responsabilidade ainda maior, mas incute-nos a energia necessária para que nós e as outras federações consigamos entregar o desporto em Portugal", apontou.

Fernando Gomes agendou para agosto uma sessão com a presença do presidente da UEFA, o esloveno Aleksander Ceferin, "que em condições normais estaria cá hoje", na qual pretende contar também com o secretário de Estado da Juventude e do Desporto, João Paulo Rebelo, a quem agradeceu a "convivência, a proximidade e o impulso".

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