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Correio da Manhã

Desporto

FIFA envia carta de condolência à federação egípcia

Morreram 19 pessoas nos incidentes depois do jogo entre o Enppi e o Zamalek.
9 de Fevereiro de 2015 às 16:12
O presidente da FIFA Joseph Blatter
O presidente da FIFA Joseph Blatter FOTO: EPA

O presidente da FIFA, Joseph Blatter, enviou esta segunda-feira uma carta de condolências ao presidente da Federação Egípcia de Futebol pelos "trágicos acontecimentos da última noite, no Cairo", dos quais resultou a morte de 19 pessoas.

Blatter disse que a FIFA vai "esperar pelos resultados da investigação" para tomar uma posição concreta sobre os incidentes, mas ofereceu desde já à associada egípcia "todo o apoio" que possa necessitar por parte do organismo que rege o futebol mundial.

Já esta segunda-feria, as autoridades egípcias atualizaram de 22 para 19 o número de pessoas mortas no domingo, em consequência dos incidentes no jogo entre o Enppi e o Zamalek, que vai ser treinado pelo português Jesualdo Ferreira. Os incidentes levaram o Governo a determinar a suspensão do campeonato egípcio da primeira divisão por tempo indeterminado.

O jogo entre o Zamalek e o Enppi decorreu com as bancadas ocupadas e não à porta fechada, como tem vindo a acontecer desde 2012, desde os episódios de violência ocorridos num estádio de Port-Saïd.

O ministro do Interior, no entanto, limitou o número de adeptos autorizados a entrar no estádio a 10.000, e os bilhetes esgotaram rapidamente. Os adeptos que fazem parte do grupo Ultra White Knights, desprovidos de bilhete, tentaram forçar a entrada no estádio para poderem assistir ao jogo, disse a polícia.

Os agentes da polícia usaram gás lacrimogéneo para dispersar os adeptos, que, de acordo com a polícia e testemunhas, lançaram 'very lights'. Em dezembro, as autoridades egípcias decidiram autorizar o regresso, em número limitado, de espetadores a alguns jogos do campeonato da primeira divisão de futebol.

Em fevereiro de 2012, em Port-Saïd, num jogo entre o clube local Al-Masry e o Al-Ahly, adeptos do Al-Masry atacaram apoiantes da equipa adversária, treinada então por Manuel José, provocando violentos confrontos que fizeram 74 mortos e centenas de feridos. O treinador Jesualdo Ferreira assinou esta semana pelo Zamalek, no qual substituiu um outro português, Jaime Pacheco.

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