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Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

FPF vai "eternizar" Silvino Louro na Cidade do Futebol

Presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), Pedro Proença, afirmou, este sábado, que "o futebol fica mais triste" com a morte do ex-internacional português.

21 de março de 2026 às 15:03

O presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), Pedro Proença, afirmou este sábado que "o futebol fica mais triste" com a morte de de Silvino Louro, na quinta-feira, anunciando que o ex-internacional português "ficará eternizado" na Cidade do Futebol.

"O futebol fica mais triste. Diria que serão os protocolos normais nestas alturas, a sua memória durante este fim de semana, mas será um dos embaixadores que ficará eternizado na nossa Praça dos Heróis [sita na Cidade do Futebol], como tem acontecido [com os restantes internacionais entretanto falecidos). Ficará eternizado para todo o sempre", anunciou, perante a comunicação social presente, à saída da Mesquita Central de Lisboa, onde este sábado se realizou a cerimónia fúnebre de Silvino Louro.

O dirigente liderou a comitiva da FPF, na qual se incluíram os diretores da instituição e antigos os internacionais portugueses Toni, Domingos Paciência e Daniel Carriço, que prestaram a sua homenagem ao antigo guardião na mesquita, a exemplo de várias personalidades do futebol nacional como André Villas-Boas, presidente do FC Porto.

Também Matilde Faria, esposa do treinador José Mourinho, marcou presença, representando o atual técnico do Benfica que se encontra em estágio para o jogo que oporá os 'encarnados' ao Vitória de Guimarães, este sábado, no Estádio da Luz, para a 27.ª jornada da I Liga de futebol.

Na véspera, Mourinho marcou presença no velório do seu amigo e elemento das suas equipas técnicas no FC Porto, Chelsea, Inter Milão, Real Madrid e Manchester United, numa despedida de quase três horas, assim como Rui Costa, presidente do Benfica, clube que Silvino Louro representou como futebolista entre 1984 e 1994.

No velório de Silvino Louro também compareceram João Vieira Pinto, diretor da FPF, Joaquim Evangelista e José Carlos, presidente e vogal da direção do Sindicato dos Jogadores, respetivamente, Shéu Han, antigo jogador e dirigente que se notabilizou pelo Benfica, e ainda Emílio Butragueño, vice-presidente desportivo do Real Madrid.

O antigo guarda-redes Silvino Louro, que jogou por Benfica e FC Porto e foi internacional por Portugal, morreu na quinta-feira aos 67 anos.

Nascido em Setúbal, em 1959, Silvino representou Vitória de Setúbal, Vitória de Guimarães, Desportivo das Aves, Benfica, FC Porto e Salgueiros ao longo de duas décadas como jogador e conquistou oito troféus, por entre 23 internacionalizações ao serviço da seleção principal de Portugal.

O resto da carreira foi dedicado ao treino especializado de guarda-redes, com passagens por FC Porto, os ingleses do Chelsea e do Manchester United, os italianos do Inter Milão e os espanhóis do Real Madrid, sempre integrado na equipa técnica de José Mourinho, atual treinador do Benfica, antes de uma última experiência nos sudaneses do Al Hilal Omdurman.

O cortejo seguiu rumo ao Cemitério de Vale Flores, no Feijó, em Almada, onde Silvino Louro será sepultado pelas 15:15.

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