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Correio da Manhã

Desporto
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Goleada do Sporting frente ao Santa Clara cala protestos

Exibição segura dos leões depois da agitação verificada na na véspera, com adeptos a contestarem a equipa e a lembrarem a invasão de Alcochete.
Mário Figueiredo 17 de Dezembro de 2019 às 01:30
Vietto deixa para trás Lucas Marques
Santa Clara - Sporting
Santa Clara - Sporting
Santa Clara - Sporting
Santa Clara - Sporting
Vietto deixa para trás Lucas Marques
Santa Clara - Sporting
Santa Clara - Sporting
Santa Clara - Sporting
Santa Clara - Sporting
Vietto deixa para trás Lucas Marques
Santa Clara - Sporting
Santa Clara - Sporting
Santa Clara - Sporting
Santa Clara - Sporting
O Sporting goleou esta segunda-feira o Santa Clara (4-0) numa demonstração de força para com o adversário, mas acima de tudo para com os adeptos que receberam os jogadores na véspera, nos Açores, com gritos de "Alcochete sempre".

A equipa de Jorge Silas, com aquela que terá sido uma das melhores exibições da temporada, chegou ao terceiro lugar do campeonato, embora continue a 13 pontos do líder Benfica.

Os leões entraram bem. Descomplexados e a criarem muitas situações de golo. Ristovski foi um dos municiadores do ataque, com as suas arrancadas e cruzamentos para a área. Aí, a pecha foi a finalização. Vietto, Bolasie, Bruno Fernandes e Luiz Phellype esbanjaram.

Mas a ‘fome de golos’ acabou por se transformar em fartura. E foi o ponta de lança Luiz Phellype quem mostrou o caminho com um bis. Primeiro após uma assistência de Vietto e, depois, já no arranque da segunda parte, na sequência de um passe de Ristovski. O denominador comum nestes dois golos? A festa tímida do avançado. Um sinal para os detratores da equipa que melindraram os jogadores ao recordarem a invasão de Alcochete.

O Sporting jogava bem. Forte na zona de construção, com os laterais a criarem desequilíbrios e a municiarem o ataque.

O jogo esteve sempre controlado, assim como o resultado. É certo que o Santa Clara mostrou pouco, muito pouco. Mas também há mérito da equipa leonina. Desta vez não tremeu à primeira contrariedade.

O fluxo ofensivo era grande, mas o desperdício não ficava atrás. Bolasie, à terceira ocasião, acabou por se estrear a marcar no campeonato com um golpe de cabeça. A festa foi com o banco. Afinal, era uma estreia. E apanhou-lhe o gosto. Numa arrancada, foi rasteirado em falta dentro da área por Zaidu. Na cobrança do penálti, Bruno Fernandes não perdoou. Colocou o resultado em 4-0 e aumentou a sua conta pessoal para 13 golos (seis na Liga).

Os açorianos acabaram por reagir num livre direto de Bruno Lamas, mas um movimento de Fábio Cardoso para junto da barreira leonina levou o juiz a anular bem o lance.

O Sporting conseguiu uma vitória importante porque permite chegar ao pódio, mas peca pelo enorme desperdício revelado na finalização. Resta saber se este triunfo marca o início da recuperação leonina ou foi apenas mais um fogacho.

Frederico varandas: "São uma escumalha"
"São uma escumalha". Foi desta forma que Frederico Varandas, presidente do Sporting, reagiu esta segunda-feira aos gritos de "Alcochete sempre", entoados por um grupo de adeptos na chegada da equipa leonina ao Açores.

"Infelizmente assistimos a um episódio grave, muito grave. Aliás, mais do que grave é chocante, porque as pessoas que fizeram aquilo têm um nome, mas neste País temos medo. São uma escumalha que não tem mais lugar no Sporting. E esta escumalha só quer duas coisas: que o Sporting perca e que o tempo volte atrás" acrescentou.

Varandas reconhece que esta situação "afeta a equipa". "O ataque a Alcochete não está marcado só nos jogadores, ainda está no clube. Nesse dia, o Sporting perdeu, entre rescisões e vendas com a corda na garganta, 5 jogadores dos mais valiosos do plantel e dezenas e dezenas de milhões de euros."

"A receção mexeu com os jogadores"
"Naturalmente que a receção [chegada aos Açores] mexeu com os jogadores, mas mais com aqueles que viveram a catástrofe. Não foi uma resposta, mas gostaria que todos os sportinguistas remassem para o mesmo lado", disse Silas, técnico do Sporting.
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