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Nova geração com toque lusitano faz sonhar seleção grega

Seleção helénica brilha na Liga das Nações depois de vários anos a somar fracassos. Pavlidis, Ioannidis e Vagiannidis têm dado uma ajuda.

10 de outubro de 2026 às 10:30

Desde que se sagrou campeã da Europa em 2004, na final ganha a Portugal, com um golo de Charisteas, a Grécia não voltou a conquistar títulos. E nos últimos 12 anos caiu numa espiral de insucessos e esteve inclusivamente arredada de fases finais de Europeus (2016, 2020 e 2024) e Mundiais (2018 e 2022). A recente Liga das Nações, contudo, mostra que algo está a mudar.

Nas últimas semanas, os helénicos ganharam uma nova vida com a brilhante campanha na Liga das Nações, sem derrotas em quatro jogos num grupo difícil - triunfos fora com a Sérvia (2-1) e Alemanha (1-0); empates com os Países Baixos (2-2) e na receção aos germânicos (0-0).

A seleção helénica está a colher os frutos de uma profunda remodelação na formação dos clubes, com destaque para o trabalho desenvolvido na última década, sobretudo em equipas como o PAOK e o Olympiacos.

Um dos rostos desta 'anagennissi', termo que significa renascimento, é também o selecionador Ivan Jovanovic, que está no cargo desde 2024, e começou a dar oportunidades a jovens talentos, criando uma nova geração que promete.

Só para se ter uma ideia, neste verão, seis jovens foram contratados por gigantes europeus, sendo o caso mais mediático o de Tzolis, que rumou ao Arsenal por 40 milhões de euros. Há ainda os exemplos de Konstantelias e Karetsas, que assinaram pelo Dortmund.

Nesta Grécia renascida há também um toque lusitano, com quatro jogadores que atuam em Portugal: Pavlidis (Benfica), Ioannidis, Vagiannidis (Sporting) e Ntoi (Rio Ave). O avançado das águias, que soma 60 internacionalizações, apontou um dos golos da vitória frente à Sérvia (2-1). E Ioannidis festejou no empate (2-2) com os Países Baixos.

O segredo está também na mistura da juventude com experiência, pois na Grécia atuam 'veteranos' como Tsimikas (30 anos, Liverpool), Masouras (32, Al-Khaleej), Kyriakopoulos (30, Panathinaikos) ou o ex-benfiquista Vlachodimos (32, Sevilha), que atualmente é suplente de Tzolakis, do Hull City.

Sem euforias, a seleção helénica tem como principal objetivo a qualificação para o Euro 2028, um apuramento que o selecionador já classificou como "obrigatório". E a ver pelo sucesso que está a ter na Liga das Nações, parece ter condições para lá chegar.

Santos deixou saudades

Depois de Otto Rehaggel, responsável pelo maior feito da seleção com a conquista do Euro2004, Fernando Santos é um nome que ainda deixa saudades aos adeptos gregos. O treinador português esteve no comando da seleção entre 2010 e 2014 e foi responsável pelas últimas boas prestações, como os quartos de final do Euro2012 e os oitavos do Mundial 2014. De então até 2024, quando Jovanovic assumiu funções, passaram pela Grécia sete treinadores (Claudio Ranieri, Sergio Markarián, Kostas Tsanas, Michael Skibbe, Angelos Anastasiadis, John van Schip, Gustavo Poyet) e todos fracassaram.

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