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Correio da Manhã

Desporto

Processos parados e questões em aberto: Caso dos emails do Benfica está por resolver há dois anos

Já passaram dois anos e a equipa especial de investigação não deduziu qualquer acusação.
Tânia Laranjo 26 de Julho de 2019 às 21:23
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Já passaram dois anos e a equipa especial de investigação não deduziu qualquer acusação.

O processo dos emails foi o que mais estragos provocou na imagem do Benfica. Divulgados a conta-gotas pelo Porto Canal, desencadearam uma investigação ainda em aberto. O grande problema é que a prova foi obtida de forma ilegal a não pode ser valorada. A PJ tenta demonstrar os mesmos factos por processos lícitos.

Foi a 6 de junho de 2017 que Francisco J. Marques, diretor de comunicação do FC Porto, denunciou no Porto Canal emails que terão sido trocados entre Adão Mendes, antigo árbitro da Associação de Futebol de Braga, e Pedro Guerra, na altura diretor de conteúdos da Benfica TV. Falava num esquema de corrupção na arbitragem para beneficiar o Benfica.

O primeiro email falava de padres para representar árbitros e missas para representar jogos.

Num outro email trocado entre Adão Mendes e Pedro Guerra, o diretor de comunicação dos ‘dragões’ citava um excerto em que são referidos os nomes de oito árbitros. Estavam todos ao serviço do clube ‘encarnado’.

O Benfica ainda desmentiu os conteúdos, mas nada havia a fazer. Eram autênticos, embora alguns fossem truncados. Mas efetivamente as conversações dos encarnados tinham sido apanhadas.

A revelação da bruxaria foi o que ditou a condenação mais alta dos verdes e brancos no processo cível que depois correu no Porto. O tribunal deu como provado que os critérios do FC Porto nunca foram jornalísticos.

O essencial da questão continuou em aberto: O Benfica tinha ou não um esquema de corrupção montado para ganhar os campeonatos?

Foram feitas buscas e apreendidos os computadores dos administradores. A PJ mandou-os para análise, para tentar recuperar as conversações que, se forem obtidas de forma lícita, já podem ser usadas.

A investigação continua também em aberto. Já passaram dois anos e a equipa especial não deduziu qualquer acusação. Nem avançou sequer para o arquivamento. 

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