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Correio da Manhã

Desporto
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Jesus reinventou o plantel

Técnico teve de colmatar oito saídas na equipa campeã.
17 de Maio de 2015 às 21:12
Jesus soube colmatar as saídas do plantel e levou a equipa à conquista do bicampeonato
Jesus soube colmatar as saídas do plantel e levou a equipa à conquista do bicampeonato FOTO: Rui Minderico 
O treinador do Benfica, Jorge Jesus, não operou o milagre da multiplicação do plantel, mas reinventou uma equipa 'esburacada' com oito saídas, seis delas, pelo menos, com lugar cativo no 11 titular.

Depois de uma época do 'quase pleno', na qual só falhou a Liga Europa, perdida para os espanhóis do Sevilha nas grandes penalidades, Jorge Jesus teve de partir do 'quase zero' e de encontrar alternativas para Oblak, Siqueira, Garay, Enzo Perez, Markovic e Rodrigo.

André Gomes e Óscar Cardozo não figuravam na 'equipa tipo', mas continuavam a ser alternativas válidas na época do 'tri', enquanto Fejsa, que substituiu Matic no 'onze' em janeiro, esteve lesionado quase toda a época.

Novas caras na defesa
Para a vaga de Oblak, que tem conquistado a pulso a baliza do Atlético de Madrid, 'reservou-se' a baliza para Júlio César, depois de Artur não ter conseguido regressar à titularidade, que ostentou em 2011/12 e 12/13.

Siqueira regressou ao futebol espanhol e juntou-se a Oblak nos 'colchoneros', obrigando Jesus a entregar o flanco esquerdo da defesa ao reforço Eliseu, mais eficaz a atacar que a defender.

No eixo do setor mais recuado, Jardel deu o exemplo a Artur e mostrou como passar de segundo plano para primeira opção, mantendo uma regularidade ao lado de Luisão que apagou os 'temores' para a sucessão do 'insubstituível' Garay.

Meio campo e ataque reforçados
No 'miolo', outro jogador que muitos adeptos temiam não ter sucessor à altura, Enzo Perez, foi esquecido por Pizzi, que aliviou mais uma dor de cabeça para Jorge Jesus, que foi 'moldando' Samaris para as funções de 'trinco', depois de um início de época em que muitos esperavam por Fejsa, lesionado.

Na frente, Markovic deu lugar ao sucessor natural Salvio, que passara grande parte da época do 'tri' lesionado.

Mas, a sucessão mais feliz no ataque foi a entrada do goleador Jonas, dispensado pelo Valência, para a vaga de Rodrigo, que passou um ano irregular precisamente no clube 'ché'.

'Mano a mano' com Lopetegui
Fora dos relvados, fica na retina o 'mano a mano' com o treinador do FC Porto, Julen Lopetegui, que teve o seu epicentro no jogo que viria a clarificar um pouco mais o destino do título, no Estádio da Luz, na 30.ª jornada.

O 'clássico' acabou sem golos, um resultado que manteve o Benfica com uma margem de três pontos. Depois de se terem cumprimentado cordialmente no início do jogo, os dois técnicos voltaram a abraçar-se no final, mas a saudação transformou-se rapidamente numa azeda troca de palavras, que ainda hoje está por apurar.

O 'diz que disse' foi ainda tema das conferências de imprensa que se seguiram no campeonato, mas a palavra final foi dada por Jorge Jesus com a conquista do bicampeonato.
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