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Correio da Manhã

Desporto
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Jogadores do Sporting que estavam na Academia tentaram trancar balneário

Futebolistas leoninos “imploraram que lhes mandasse as chaves”, confessou o roupeiro.
Rita F. Batista 16 de Janeiro de 2020 às 08:32
Dia do ataque à Academia
O roupeiro, João Reis, falou da exaltação de Bruno de Carvalho
O fisioterapeuta, Hugo Fortes, descreveu as agressões
Dia do ataque à Academia
O roupeiro, João Reis, falou da exaltação de Bruno de Carvalho
O fisioterapeuta, Hugo Fortes, descreveu as agressões
Dia do ataque à Academia
O roupeiro, João Reis, falou da exaltação de Bruno de Carvalho
O fisioterapeuta, Hugo Fortes, descreveu as agressões
Os jogadores do Sporting que estavam na Academia de Alcochete no dia da invasão (15 de maio de 2018) tentaram trancar a porta do balneário. O objetivo era ficarem no interior e impedir a passagem dos alegados invasores. O momento foi esta quarta-feira descrito no Tribunal de Monsanto pelo roupeiro João Reis, durante a 19ª sessão de julgamento.

"Eles [jogadores] gritaram e imploraram que lhes mandasse as chaves do balneário. Queriam trancar-se lá dentro para que nenhum homem conseguisse entrar. Mandei as chaves pelo ar, só que quando as chaves lá chegaram já o grupo de homens estava pelo corredor e os jogadores acabaram por não conseguir trancar a porta", explicou o roupeiro.

O balneário acabou mesmo por ser o centro do ataque. Antes disso, já o roupeiro trancara a porta de acesso ao campo de futebol, uma vez que, segundo o que o próprio explicou esta quarta-feira em tribunal, recebera segundos antes uma chamada de um elemento do staff do Sporting que, no exterior, tinha avistado o grupo de homens, alguns encapuzados.

O fisioterapeuta Hugo Fontes também foi ouvido, descrevendo as agressões aos jogadores: "Vi o Bas Dost ser atingido com um cinto e depois acabou por cair para o chão."

Os jogadores Wendel e Maximiano voltaram esta quarta-feira a depor, tendo o primeiro contrariado Jorge Jesus: "Bruno de Carvalho falou com o grupo todo." O brasileiro disse ainda que nenhum colega recusou encontrar-se com o então presidente.

PORMENORES
Bruno exaltado
O roupeiro do Sporting descreveu em tribunal que Bruno de Carvalho, na altura presidente do clube, ficou "extremamente exaltado" após o jogo frente ao Marítimo, na Madeira. João Reis disse mesmo que naquele momento pensou "que toda a equipa técnica fosse despedida de imediato dado o estado do presidente Bruno de Carvalho".

Reunião da véspera
Bruno de Carvalho terá dito na reunião que decorreu na véspera do ataque de 15 de maio de 2018: "Amanhã às quatro vemo-nos na Academia. Lá estaremos. Até lá." Foi dessa forma que o então presidente se despediu dos presentes na reunião.
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