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Correio da Manhã

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Jorge Jesus considera que Superliga europeia é "contranatura"

Treinador do Benfica considerou que a competição daria a possibilidade a clubes que nunca conseguiram chegar à elite do futebol.
Lusa 21 de Abril de 2021 às 16:20
Jorge Jesus
Jorge Jesus FOTO: Luís Manuel Neves
O treinador do Benfica considerou esta quarta-feira que a Superliga de futebol, anunciada no domingo por 12 clubes europeus à revelia da UEFA, "é contranatura" e sublinhou que são os resultados desportivos que definem "a elite do futebol".

"O futebol, ao longo da história, é um jogo feito para o povo, em que os melhores criam um historial que é conquistado por resultados desportivos, portanto só pelos resultados desportivos pode haver a elite do futebol", frisou o técnicos.

Em conferência de imprensa, no Seixal, Jesus considerou ainda que a Superliga daria a "alguns que nunca tiveram a capacidade de lá chegar [à elite] desportivamente" tivessem, agora, "essa possibilidade".

"Não vou dizer que nunca acreditei, porque agora é mais fácil de dizer que não acreditava. Mas que é contranatura, contra o que é a essência do futebol e do desporto, é. Portanto, as pessoas que têm essa noção, essa paixão e respeito pelo jogo, nunca vão aderir a uma situação dessas", considerou o técnico do Benfica.

Dois dias depois de ter sido anunciada à revelia da UEFA, o projeto da nova Superliga europeia ficou reduzido a quatro fundadores: Real Madrid, FC Barcelona, Juventus e AC Milan.

Face à contestação dos adeptos e das autoridades governativas e do futebol, Manchester City, Liverpool, Arsenal, Manchester United, Tottenham e Chelsea iniciaram a debandada, na terça-feira, seguindo-se, durante o dia de hoje, Atlético de Madrid e Inter Milão.

O 'sonho' liderado pelo presidente do Real Madrid, Florentino Pérez, juntou 12 dos principais clubes de Inglaterra, Espanha e Itália, tendo em vista a criação de uma competição anual com 20 equipas, na véspera de a UEFA revelar o formato competitivo da Liga dos Campeões, a partir de 2024/25.

Juventus e AC Milan já reconheceram a necessidade de avaliar o projeto, enquanto o FC Barcelona faz depender a sua permanência da aprovação dos sócios.

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