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Correio da Manhã

Desporto
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Leão mostra garra afiada e bate águia sem ideias

Equipa de Jesus teve mais bola, criou mais perigo e venceu.
Octávio Lopes 10 de Agosto de 2015 às 00:36
O capitão Adrien Silva levantou o primeiro troféu da época para a equipa do Sporting. FOTO: Lusa
Minuto 53: Carrillo remata fora da área, Júlio César lança-se para a direita, a bola tabela em Teo Gutiérrez e entra na baliza do Benfica. Foi assim o golo que ditou ontem a vitória (1-0) do Sporting diante do Benfica e a conquista da oitava Supertaça. Um triunfo que se adequa ao que se passou em campo, já que os leões dominaram a maior parte do tempo, perante um opositor que mostrou poucas ideias no meio-campo e que, por isso, só teve bola a espaços – quando Gaitán andou por essa zona.

O jogo começou com o Sporting a pressionar alto e a chegar com facilidade à área do Benfica. Ao ponto de Júlio César ter sido obrigado a aplicar-se em três ocasiões. Na última, voou aos pés de Teo para acabar com uma jogada, na esquerda, em que participaram Jefferson e Slimani. Foram dez minutos de domínio leonino, com as águias meio atarantadas no relvado. Rui Vitória percebeu o que se estava a passar, colocou Gaitán no meio e o Benfica e equilibrou. E até teve duas boas ocasiões de visar a baliza de Rui Patrício, desperdiçadas por Jonas, após centro de Ola John e canto de Gaitán. O Sporting não tremeu e respondeu com um ataque planeado, na esquerda: Slimani isolou Ruiz que centrou para o meio onde apareceu Jardel, no último momento, a desviar para canto, perante Teo. No minuto 29’ porém, a bola entrou na baliza de Júlio César. O árbitro, contudo, anulou o golo. Mal, já que Teo não estava em fora de jogo. Até ao intervalo, o jogo esteve repartido.



Na 2ª parte, o Sporting voltou a entrar com as garras afiadas e caiu literalmente em cima do Benfica. No minuto 48, Júlio César brilhou a remate de João Mário. Logo a seguir Gutiérrez, solto, na área, cabeceou mal um centro de Jefferson. E no minuto 53 o Sporting marcou no tal remate de Carrillo em que a bola bateu em Teo antes de entrar na baliza de Júlio César.

O Benfica reagiu bem e teve 15 minutos em que, sob a liderança de Gaitán, cercou a área leonina. Patrício, porém, não foi posto à prova. Até que Jorge Sousa cometeu um novo erro ao não assinalar um penálti de Carrillo sobre Gaitán. Passado esse período, o Sporting reagiu. Voltou a ter bola e a criar perigo. Nélson Semedo, com um magistral corte, evitou o remate de Bryan Ruiz e Slimani assustou com um remate cruzado que saiu ao lado.

Clique para aceder à rubrica com a opinião de Octávio Ribeiro, diretor do CM, sobre este tema: O carro do Rui
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