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Correio da Manhã

Desporto
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Leão volta a liderar isolado

Equipa de Jesus recupera primeiro lugar na Liga.
Mário Pereira 23 de Fevereiro de 2016 às 08:32
Ewerton  antecipa-se a Idris e Mika para fazer o 1-0
Ewerton antecipa-se a Idris e Mika para fazer o 1-0 FOTO: Paulo Calado

Uma exibição segura e personalizada, nos antípodas daquilo que se havia visto a meio da passada semana frente ao Bayer Leverkusen (0-1) na frente europeia, permitiu ao Sporting ganhar ao Boavista e retomar a liderança isolada da Liga, com três pontos de avanço sobre o Benfica e seis sobre o FC Porto.

No fecho de uma jornada marcada por casos de arbitragem, sobre este jogo recaíam atenções especiais quanto às decisões de apito. Não houve casos (ainda assim, também não houve uma grande arbitragem de Rui Costa), pelo que o triunfo do Sporting, além de seguro e justo, é limpo.

Jorge Jesus operou diversas alterações no onze habitual e a defesa foi o setor onde mais mexeu. A resposta de quem entrou foi muito positiva. Nas bandas houve dinâmica, força (Zeegelaar) e velocidade (Schelotto), enquanto no eixo imperou a segurança, com Ewerton a acrescentar dimensão ofensiva, ao marcar o primeiro golo, feito de cabeça, na sequência de pontapé de canto. Os dois golos do Sporting, de resto, foram conseguidos de bola parada (o segundo foi de livre de Ruiz, a acabar a primeira parte), o que acaba por ser um paradoxo na forma desenvolta como o Sporting ontem se movimentou, ao ritmo do futebol perfumado de Bryan Ruiz, da geometria de Adrien e da qualidade superior de João Mário.

O Boavista até entrou melhor no jogo, com linhas subidas, a impedir a saída do Sporting desde trás em construção, como é timbre das equipas de Jesus. Aos 25 minutos, contudo, já a formação leonina controlava, já jogava dentro do meio-campo contrário e já impedia o adversário de subir no terreno. O perigo por uma, duas, três vezes rondou a baliza de Mika, o cheiro a golo era intenso. Surgiu então aos 37 minutos no já descrito lance de Ewerton. Até ao intervalo, a dinâmica continuou e o 2-0 com que as equipas saíram para descanso era ajustado.

O Boavista volta a entrar melhor na segunda parte. Anderson Carvalho atira ao poste, num lance que, a ser golo, iria reabrir o jogo. Jesus percebeu o que estava mal. Entrou Carlos Mané, que, a jogar entre linhas (meio-campo e ataque), perturbou o Boavista. Ainda assim, os axadrezados por duas ou três vezes chegaram com perigo até junto da baliza de Rui Patrício, obrigando o guardião leonino a mostrar por que razão é o menos batido da Liga portuguesa.
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