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Correio da Manhã

Desporto

Leões em risco com caso Doyen

Sporting informou Tribunal Federal da Suíça que não tem dinheiro.
Octávio Lopes 25 de Abril de 2016 às 12:36
Bruno de Carvalho, presidente do Sporting, e Marcos Rojo, ex-jogador leonino, no epicentro de um caso complexo
Bruno de Carvalho, presidente do Sporting, e Marcos Rojo, ex-jogador leonino, no epicentro de um caso complexo FOTO: DR
Sporting fica em risco de não poder pagar os salário aos jogadores, e a outros funcionários do clube, se for obrigado a liquidar já os 12,7 milhões de euros à Doyen, no caso Rojo, a que foi condenado pelo Tribunal Arbitral do Desporto (TAS). Esta conclusão consta no recurso à decisão do TAS que o clube de Alvalade enviou para o Tribunal Federal da Suíça, no dia 22 de fevereiro.

No documento, em que também foi pedido (e recusado) o efeito suspensivo da condenação no TAS, os representantes dos leões sublinham que a situação do Sporting se deteriorou a partir de 30 de setembro de 2015 (a equipa foi eliminada da Champions em agosto) e apontam um défice de tesouraria de 10,1 milhões de euros em 30 de junho.

O clube informou ainda o Tribunal Federal suíço de que a reestruturação financeira que acordou com BCP e Novo Banco impede que sejam feitos empréstimos junto de outras instituições financeiras. Além disso, O Sporting vincou que 50% dos lucros das vendas de jogadores que ultrapassem os 8,4 milhões devem ser usados para pagar aos bancos. E estimou em 25,5 milhões o valor da venda de jogadores para poder pagar os 12,7 milhões de euros à Doyen. No recurso está ainda escrito que os 7,5 milhões obtidos em prémios da UEFA em 2014/15 vão igualmente ser utilizados para reembolsar os bancos.

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