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Correio da Manhã

Desporto

"Logicamente tem de continuar": Luís Filipe Vieira confirma permanência de Jorge Jesus no Benfica

Presidente dos encarnados analisou crise do Benfica em dia de aniversário do clube.
Correio da Manhã 28 de Fevereiro de 2021 às 18:32
Luís Filipe Vieira
Luís Filipe Vieira
Luís Filipe Vieira
Luís Filipe Vieira
Luís Filipe Vieira
Luís Filipe Vieira
Luís Filipe Vieira
Luís Filipe Vieira
Luís Filipe Vieira
O presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira, analisa a atual crise do clube em dia de aniversário dos encarnados.

Numa entrevista à BTV, Vieira começa por deixar uma palavra a todos os benfiquistas, no dia em que as águias comemoram 117 anos.

"O principal responsável sou eu"
De seguida, e confrontado sobre a atual crise nos resultados, o presidente sublinha que os encarnados vão continuar na luta pelo título nacional, pedindo ainda aos adeptos para que "não baixem os braços". No entanto, admite: "O principal responsável [pela crise] sou eu".

Covid-19 no Benfica
Sobre os casos de Covid-19 no clube, o presidente afirma que as infeções prejudicaram a equipa durante o mês de janeiro, mas situação tende a normalizar. O presidente, que também testou positivo à Covid-19, confessa que não é capaz de subir um lance de escadas sem parar, mesmo depois de ter recuperado da doença.

O presidente das águias admite que a ausência de adeptos no estádio faz falta aos jogadores, principalmente nos jogos fora de casa. "O público arrastava o Benfica para as vitórias", frisa.

Contestação dos adeptos
"Não sei porque é que é esta contestação", confessa Vieira sobre os últimos ataques à direção benfiquista.

"É revoltante o que fazem", volta a atacar o presidente sobre a contestação dos adeptos, referindo que há alturas "em que não podemos ganhar"

Adiamento do jogo com o Nacional
Luís Filipe Vieira recorda o caso do não adiamento do jogo com o Nacional apesar dos inúmeros casos de Covid-19 no plantel. O presidente do Benfica refere que o presidente do clube madeirense só aceitava adiar o jogo caso os encarnados emprestassem Diogo Gonçalves aos insulares.

Futuro de Jorge Jesus no Benfica
Vieira afirma que Jorge Jesus tem "provas dadas" no clube, sendo o treinador com mais títulos conquistados no Benfica. "Logicamente tem de continuar", assume. "Só tive três treinadores desde 2009", relembra.

Contratações para a época
"Faríamos igual", garante sobre planeamento da época. Sobre a contratação de jogadores, Vieira sublinha que "não houve um jogador que o Jorge Jesus não dissesse que sim", aprovando assim as propostas de contratações. "Há um compromisso entre todos nós", acrescenta, rejeitando a ideia de conflito entre treinador e presidente.

O presidente afirma ainda que Rui Costa "tem feito um trabalho fantástico".

Derrota com o Arsenal e eliminação da Liga Europa
Sobre a eliminação da Liga Europa, Filipe Vieira admite que a situação foi "difícil" de digerir, apesar do clube acreditar que poderia passar o obstáculo do adversário Arsenal.

Formação do Seixal
"Se fosse por mim, Benfica seguia o caminho do Seixal", garante o presidente, em resposta a perguntas colocadas por figuras ligadas ao clube, entre elas Toni.

"Dentro da minha presidência está a recuperar-se toda a história do Benfica", frisa.

Falta de apoios do Estado
"É de estranhar que o governo não pense no futebol. Esta indústria é a que deve dar mais visibilidade para Portugal. É de estranhar que o overno não pense no desporto. São todos os clubes que andam a sustentar o desporto. Era uma obrigação do estado, mas não está a ser. Não é só o Benfica, é o Sporting, o FC Porto, todos. É impensável que não pensem no desporto. Se o Presidente da República e o primeiro-ministro e o secretário de desporto só existem para as finais europeias ou quando a selecção foi campeã europeia, com os jogadores dos clubes, toda a gente foi. Agora, numa crise destas, não há ninguém que se lembre. Onde está o Presidente da Liga junto do Governo? É uma vergonha que o futebol nãos eja contemplado. O futebol é um dos principais pagadores de impostos do país. Isso era no passado. Somos dos principais pagadores de impostos do país. Se não nos respeitarem, temos de nos juntar e de nos defender. Se não houver futebol, não há. Não podem é brincar connosco. É uma falta de respeito para esta indústria. Isto não são brinquedos. São empresas auditadas que cumprem. O que querem de nós? Devíamos ser ressarcidos e bem ressarcidos. Estamos a apagar a fatura da pandemia. Não seria justo. É Mais do que justo para aquilo que representamos em Portugal. Vamos lá ver se aparece dinheiro ou não. Sabemos tomar atitudes e firmes."

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