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Correio da Manhã

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Antigo guarda-redes do Sporting viu "garrafão de 15 litros de água a voar" no balneário durante invasão à Academia

Esta quarta-feira decorre mais uma sessão do julgamento, no Tribunal de Monsanto.
Débora Carvalho 22 de Janeiro de 2020 às 15:14
Fachada do edifício do Tribunal Criminal de Lisboa em Monsanto
Fachada do edifício do Tribunal Criminal de Lisboa em Monsanto FOTO: Pedro Simões
Esta quarta-feira decorre mais uma sessão do julgamento ao ataque à Academia de Alcochete, que à semelhança das anteriores, tem lugar no Tribunal de Monsanto.

Lumor e Romain Salin, ambos testemunhas do que sucedeu a 15 de maio de 2018, vão depor esta tarde por videoconferência.

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17h50 - "O balneário estava completamente cheio de gente e com fumo por todo o lado", descreveu Salin, que referiu ainda ter ouvido insultos e visto "um garrafão de 15 litros de água a voar".

A testemunha relatou que tentou colocar-se entre os invasores e os dois colegas de equipa, mas que só conseguiu travar um dos elementos, o qual viria a "acalmar-se" depois de conversarem.

16h11 - "Antes dos jogos comecei a sentir mais medo, pressão de não agarrar a bola", afirma Salin, garantindo que viu o treinador Jorge Jesus a sangrar do nariz.

16h05 -
Antes dos jogos comecei a sentir mais medo. Pressão de não agarrar a bola.Diz que tentou dominar um dos indivíduos, agarrando-lhe os pulsos. Garante que não é capaz de recordar o que eles gritavam.

16h02 -
"Quando entraram foram direitos ao Wiliam e ao Rui patrício. Foi tudo muito rápido. Fumo e gritos", continua.

16h00 -
Começa a depor Salin, jogador do Sporting até junho do ano passado. "Estava num canto do vestiário e vi pessoas a entrar de cara tapada que não estavam nada contentes", começa por dizer.

15h19 -
Terminou o depoimento de Lumor.

15h12 -
O futebolista recorda que William de Carvalho foi um dos que implorou pela vida aos agressores. Explica ainda que sempre manteve uma relação "boa e normal" com Bruno de Carvalho, mas que após os incidentes, nunca mais falaram.

15H09 -
A defesa de Bruno Carvalho pergunta se o agressor tirou o cinto ou se já o tinha na mão. Lumor responde que este o tirou das calças. Disse ainda que não viu o Bas Dost ser agredido.
 
15h03 - Questionado daquilo que sentiu, Lumor disse que desde então nunca mais conseguiu ver filmes com ações violentas. "Depois de aquilo acontecee tinha medo de sair de casa. Não dormia bem. Tinha medo que voltasse a acontecer", avança. 

14h59 - Prossegue o testemunho: "Ficámos quietos. Estava atrás do Misites e uma pessoa tirou o cinto das calças e começou a bater-lhe. Bateram-lhe em várias partes do corpo. Estavam chateados e a gritar", continua.

14h57
- Lumor começa a depor. "O balneário estava cheio de fumo. Não se via nada. De repente começaram a bater nos jogadores todos. Implorámos pela nossa vida mas não adiantou de nada. A mim não me bateram. Não consegui ver quantos eram", relata o jogador.
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