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Correio da Manhã

Desporto
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Marca de Cristiano Ronaldo em chapéu feito em casa frente ao Luxemburgo

Capitão da equipa das Quinas tentou ser 'CR700', mas foi Guedes a fechar o 3-0.
Sérgio Pereira Cardoso 12 de Outubro de 2019 às 01:30
Portugal - Luxemburgo
Portugal - Luxemburgo
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Portugal - Luxemburgo
Portugal - Luxemburgo
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Um chapéu de quem tanto merece que se lho tire. No estádio onde marcou o seu primeiro golo como sénior, Cristiano Ronaldo fez, 17 anos depois, um dos melhores da carreira e ficou apenas a outro dos 700.

Bem tentou, mas foram Bernardo e Guedes a rubricar o que restou de um 3-0 justo para a seleção nacional.

Santos já tinha avisado: não há goleadas certas e os níveis teriam de estar no máximo. A entrada correspondeu. Em cinco minutos, já se tinha registado uma arrancada de Félix, um remate perigoso de Ronaldo e um penálti por marcar sobre Bernardo. Os três da frente a ameaçarem o que aí viria.

O jovem craque do Atlético de Madrid puxou do pé esquerdo para dois tiros sem pólvora. Aliás, já que era para apostar na canhota, o especialista estava ali bem perto: Bernardo finalizou com eficácia uma correria imensa de Nelson Semedo pela ala direita. Estava feito o 1-0, aos 16’.

O ritmo manteve-se até aos 25’, com Ronaldo a começar a tentar aumentar as suas marcas pessoais. A partir daí, baixou a intensidade, as linhas portuguesas separaram-se e o Luxemburgo até aproveitou para criar dois momentos de stress junto da baliza de Rui Patrício.

Estava na hora de descansar e o intervalo voltou a trazer a melhor face do jogo dos homens de Santos. Pressão novamente no máximo e, mais uma vez, a eficácia a não corresponder ao avolumar de oportunidades.

Falemos, então, de Ronaldo, ele que procurava chegar aos 700 golos da carreira sénior - faltavam-lhe dois. No regresso a Alvalade, onde tudo começou, ia fazendo um bonito de bicicleta, aos 51’, mas saiu à figura do guardião.

O momento do jogo chegaria aos 65’ - com argumento, realização e fotografia do capitão. Roubou a bola a um defesa e, com Moris adiantado, fez-lhe um chapéu de marca CR699. Faltava mais um e ficou tão perto (aos 86’ e 88’).

Nem o árbitro ajudou, com mais penáltis por marcar. Seria, afinal, Guedes a fazer o 3-0 . Fica para a Ucrânia, Cristiano? 

Análise
Uma fome insaciável
Já depois de ter feito um chapéu brilhante, Ronaldo ficou a desesperar por mais um golo. Chegou até a correr, perto do minuto 90, para colocar a bola no sítio da cobrança de um canto. Incrível e insaciável.

Um golo soporífero
Alguns minutos depois do 1-0, a seleção nacional baixou em demasia os níveis de intensidade e concentração, arriscando-se até a sofrer um golo. Félix também está à procura do golo, mas falhou, sempre, o alvo.

E penáltis, nada?
Noite para esquecer. Há dois penáltis claros por assinalar - um sobre Bernardo, aos 5’, e outro sobre Ronaldo, perto do final. Pelo meio, outro lance em que CR7 é tocado na área e que deixa dúvidas, embora tenha forçado a queda.

O polaco foi ainda permissivo com entradas duras do Luxemburgo.

"Cabeça na ucrânia depois do 2.º golo"
"Esta vitória é para a minha mulher. A minha prenda vão dar-me na segunda-feira, na Ucrânia", disse Fernando Santos, que na quarta-feira celebrou o 65º aniversário.

O selecionador nacional falou depois do jogo desta quinta-feira.

"Fizemos 25 minutos muito bons mas depois tornámos o nosso jogo previsível. Na segunda parte entrámos bem, mas a partir do segundo golo os jogadores já estavam com a cabeça na Ucrânia. Até eu próprio, o que não é normal para mim".
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