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Correio da Manhã

Desporto
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Milhões a voar na Grécia após vitória de PAOK frente ao Benfica

Encarnados eliminados em Salónica na Champions transita para a Liga Europa.
Filipe António Ferreira 16 de Setembro de 2020 às 01:30
PAOK - Benfica
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Tragédia grega do Benfica em Salónica. No primeiro jogo oficial e na primeira final da época, as águias de Jorge Jesus foram eliminadas pelo PAOK de Abel Ferreira e perderam a possibilidade de lutar pelos 40 milhões de euros que a entrada na fase de grupos da Champions permitia.

A primeira parte não deixava antever o desfecho: durante os primeiros 45’ só faltou o golo. Com a surpresa Pedrinho no onze, Jesus quis dar mais profundidade e mobilidade ao ataque.

Conseguiu, mas só depois do minuto 15. Até lá, o Benfica dominou sem criar oportunidades. Num jogo a eliminar, o PAOK optou por defender quase sempre com o onze atrás da linha da bola.

Depois de se adaptarem ao sistema defensivo de Abel Ferreira, as águias passaram a criar chances atrás de chances. Com Everton em excelente plano, Seferovic acabou por ser aquele que mais desperdiçou. Numa dessas ocasiões cabeceou ao lado quando tinha tudo para marcar.

No primeiro jogo a doer da época, o Benfica trocava a bola e as movimentações confundiam o conjunto helénico. Pizzi, de livre, esteve perto de marcar à meia hora de jogo, mas a bola foi ao poste.

Sem tirarem o pé do acelerador, os encarnados foram à procura do golo perante um PAOK quase sempre inofensivo para Odysseas. Perto do intervalo, Pedrinho teve outra grande chance, mas o guarda-redes Zivkovic fez uma defesa vistosa para canto.

Do intervalo veio mais atrevimento grego e menor pressão portuguesa. Ainda assim, Everton teve nos pés nova hipótese, mas o guardião do PAOK esteve intransponível.

Adormeceu o Benfica, insistindo sempre nas trocas rápidas pelo corredor central. Os gregos viram aí uma chance e, numa rápida transição, chegaram ao golo da vantagem, um momento infeliz do reforço Vertonghen. Jesus mexeu, meteu mais avançados, mas nada mudou no futebol encarnado.

Do outro lado, entrava um velho conhecido das águias, Andrija Zivkovic. Praticamente na primeira vez que tocou na bola marcou em novo contra-ataque fulminante do PAOK. O sérvio bateu Odysseas e logo pediu desculpa por ter feito o 2-0 à equipa na qual passou os últimos quatro anos.

Até final, desacerto, falta de frescura e controlo grego. O Benfica teve cinco grandes oportunidades e só marcou uma (por Rafa). Em contra-ataque, os gregos deram uma lição às águias. Dias difíceis para o Benfica, que transita agora para a fase de grupos da Liga Europa.

Análise
Bons sinais brasileiros
Os reforços Everton e Pedrinho surgiram no primeiro onze oficial do Benfica e estiveram bem. Na primeira parte, os brasileiros foram os principais agitadores do jogo ofensivo encarnado. Perderam gás no segundo tempo.

Seferovic perdulário
O suíço mereceu a confiança de Jesus no onze principal. Lutou muito, mas falhou no mais importante: nos golos. Teve uma oportunidade incrível aos 27’. Vinícius e Darwin não foram muito melhores, mas Seferovic ficou sem créditos para Jesus.

Bem disciplinarmente
Mostrou e bem o amarelo a Pelkas logo aos 40 segundos. Sempre muito perto dos lances, manteve o critério disciplinar nos amarelos mostrados a Varela e André Almeida. Num jogo sem VAR, não houve lances polémicos em análise.

Jesus: "não fomos muito eficazes"
"Não gostei do resultado, como é óbvio. Ninguém gostou. Houve coisas interessantes, mas falta melhorar muita coisa." Foi desta forma que Jorge Jesus reagiu à derrota com o PAOK e consequente afastamento da Liga dos Campeões.

"O resultado não interessou. Não traduzimos em golo a superioridade que a equipa teve. Não fomos muito eficazes nas oportunidades que tivemos, não estivemos muito seguros na última linha. Fizemos coisas boas durante o jogo e outras não tão boas. O futebol é isto: ganhou o PAOK, foram mais eficazes. Parabéns a eles", disse o técnico.

A eficácia foi decisiva, refere Jesus: "Se analisarmos o jogo friamente, não pelos golos, vamos concluir que a equipa do Benfica foi mais equipa. Mas o que importa é quem marca e o PAOK fez dois golos. Queríamos continuar nesta competição. Era um dos grandes objetivos da equipa, do Benfica e meu."

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