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Correio da Manhã

Desporto
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Miúdos do Sporting caem com dignidade em Amesterdão

Amorim atirou os leõezinhos às feras mas estes bateram-se bem frente ao poderoso Ajax, que terminou a fase de grupos só com triunfos.
Mário Figueiredo 8 de Dezembro de 2021 às 01:30
Ajax - Sporting
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Ajax - Sporting
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Ajax - Sporting
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Ajax - Sporting

Os miúdos do Sporting sobreviveram ao Ajax e, apesar de saírem derrotados por 4-2, deixaram Amesterdão com dignidade.

Rúben Amorim prometeu e revolucionou o onze, depois de ter garantido os oitavos de final na penúltima jornada. Arriscou e perdeu jogo, mas reforçou o plantel. Sem medo, colocou os putos na alta roda do futebol mundial. Virgínia e Gonçalo Esteves não vão esquecer este dia. E os jovens cumpriram. Encararam um Ajax, com poucas mexidas, olhos nos olhos. Virgínia não teve culpas em nenhum dos golos, Gonçalo Esteves revelou atrevimento nas arrancadas pelo seu flanco.

Do onze de Amorim, apenas Neto e Gonçalo Inácio jogam com regularidade. E ambos estiveram nos dois primeiros golos do Ajax. Neto escorregou quando tentava fazer um corte e ainda tocou na bola. Bragança precipitou-se na ajuda e acabou por pisar Haller. O lance prosseguiu, mas o VAR não perdoou. Haller acabou por fazer o 1-0 no castigo máximo.

O Sporting, com nítidas faltas de rotinas, nunca deixou de visar a baliza contrária e acabou por igualar a partida numa jogada vistosa do ataque com Tiago Tomás a solicitar Tabata que assistiu Nuno Santos no golo.

Os neerlandeses demoraram a ligar o motor. Talvez a falta de público, que despiu o estádio devido à Covid-19, fosse o catalisador que precisavam.

Mas a verdade é que um erro de Gonçalo Inácio deixou a bola nos pés de Antony, que fez o 2-1, ainda antes do intervalo.
Na etapa complementar, o Ajax voltou a entrar melhor. Os leões demoraram a encontrar-se e Neres fez o 3-1, após uma escorregadela de Nuno Santos.

Amorim colocou então em campo os pesos-pesados: Paulinho, Pote e Sarabia. Mas ainda eles se ambientavam ao jogo, quando Berghuis fez o 4-1.

O leão parecia entrar numa espiral negativa e assustadora, mas acabou por acertar o passo. Bragança ainda desperdiçou uma boa ocasião e Tabata acabou por fazer o 4-2, após assistência de Esgaio.

Os leõezinhos despedem-se da fase de grupos com brio e prontos para os oitavos de final da Champions.

"Fomos corajosos mas ingénuos"
"Fomos corajosos, mas também ingénuos. O Ajax matou-nos, num jogo em que crescemos. Feliz por este crescimento. Vamos estar preparados para os ‘oitavos’", disse Rúben Amorim.

Brasileiro Tabata mostra-se no silêncio de Amesterdão
o João Virgínia – Três boas defesas que impediram um resultado mais dilatado.
o Neto – O capitão fez o que pôde. Até ao intervalo esteve suficiente. O pior foi depois.
o Gonçalo Inácio – Um erro numa saída de bola mancha a exibição do central.
o Matheus Reis – Viu-se mais nas dobras ao lateral Ricardo Esgaio.
o Gonçalo Esteves – Estreia positiva mas só no primeiro tempo. Depois afundou-se.
o Esgaio – Antony deu trabalho. Ganhou mais vezes no primeiro tempo mas no segundo foi o descalabro.
o Bruno Tabata - Teve o primeiro sinal de perigo (11’), mas atirou por cima. Fez uma assistência perfeita para Nuno Santos no 1-1. Reduziu já no segundo tempo. Importante num jogo sem adeptos.
o Ugarte – Tentou ser o tampão no meio-campo. Cedo pagou o cansaço do dérbi.
o Daniel Bragança – Um penálti desnecessário logo a abrir. Vários passes errados na saída de bola e muita desorientação.
o Nuno Santos –Belo golo do extremo. Perdeu a bola que resultou no 3-1.
o Tiago Tomás – Muito trabalho e pouco proveito.
o Paulinho – Uma boa chance para marcar e pouco mais.
o Pedro Gonçalves – Mais recuado do que o habitual. Esteve apagado.
o Nazinho – Estreia sem comprometer.
o Sarabia – Mexido.
o Essugo – Pouco tempo.

POSITIVO E NEGATIVO
+ Assumir o risco
Rúben Amorim prometeu lançar jovens e cumpriu. Gonçalo Esteves, Virgínia, Essugo, Nazinho tiveram a sua oportunidade de jogar na liga milionária, mas houve outros que mostraram estar aptos a ajudar, como Esgaio, Tabata, Ugarte e Bragança.

- Ausência de público
As bancadas despidas de público, devido à pandemia, retiraram boa parte da emoção ao jogo. Uma situação que até pode ter ajudado o Sporting no lançamento destes jovens, mas que não condicionou o Ajax, que terminou o grupo invicto.

ARBITRAGEM
Penálti bem assinalado
O juiz da partida foi bem auxiliado pelo VAR, que detetou a grande penalidade de Bragança sobre Haller (pisadela), num lance em que o foco estava na escorregadela de Neto. Cumpriu também no capítulo disciplinar, mantendo o jogo controlado.

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