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NOS não renova com Liga de Futebol no final da próxima época

Empresa de telecomunicações garante que objetivos estarão "totalmente atingidos".
Correio da Manhã 22 de Maio de 2020 às 17:33
A empresa NOS anunciou esta sexta-feira que não vai renovar o contrato com a Liga de Futebol no final da época 2020/2021.

"A NOS entende ser oportuno informar da sua intenção de não renovação da parceria que celebrou com a Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), após o término da época de 2020/2021, materializada no apoio como patrocinador principal e naming sponsor", anunciou a NOS num comunicado. 


A empresa de telecomunicações justifica que, após sete épocas, "o valor que esta parceria representava para ambas as partes e os objetivos que lhe estiveram subjacentes estarão totalmente atingidos".

A NOS reforça o resultado "positivo da parceria" e assume que continuará a assumir "um papel ativo,  colaborando com todos os agentes da modalidade na construção de um ecossistema que se pretende competitivo e sustentável". 

Leia o comunicado na íntegra:

"A NOS entende ser oportuno informar da sua intenção de não renovação da parceria que celebrou com a Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), após o término da época de 2020/2021, materializada no apoio como patrocinador principal e naming sponsor.

Esta decisão resulta de uma avaliação que a empresa tem vindo a realizar há já alguns meses e da qual resultou a conclusão que, após sete épocas, o valor que esta parceria representava para ambas as partes e os objetivos que lhe estiveram subjacentes estarão totalmente atingidos.

A NOS vê muito positivamente o resultado da parceria, ao longo das últimas épocas, com a LPFP, que muito contribuiu para uma maior visibilidade da paixão que une os portugueses. O futebol português, com qual partilhamos os valores de ambição, proximidade e inovação, continuará a merecer um forte envolvimento da NOS, ainda que noutros formatos, e continuaremos a assumir um papel ativo, colaborando com todos os agentes da modalidade na construção de um ecossistema que se pretende competitivo e sustentável.

Até ao final da época de 2020/2021, a NOS continuará a trabalhar em estreita colaboração com a LPFP, por forma a criar uma competição ainda mais dinâmica, mais interativa e mais espetacular para todos os adeptos de futebol."

Segundo Sónia Carneiro, diretora executiva da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), a parceria de seis anos, renovada em 2017 já com Pedro Proença na presidência da LPFP, foi "um casamento feliz para as duas partes, e ainda será durante mais 14 meses".

"É uma relação de benefício para as duas partes. Este é um momento como outro qualquer [para anunciar], e permite à Liga ter 14 meses para encontrar um patrocinador", explicou.

Segundo a diretora executiva, os direitos de 'naming' da principal competição portuguesa têm agora um "valor 30% superior ao que foi negociado com a NOS em 2017", segundo um estudo encomendado pelo organismo.

Para a NOS, acrescentou, o objetivo era "passar efetivamente a ser conhecida" por essa designação, o que "foi alcançado", razão pela qual a Liga percebe "os argumentos" para o final da parceria por parte da operadora.

"Foram seis anos muito produtivos, de crescimento em conjunto. É um virar de página, mas só daqui a 14 meses, teremos ainda muitas coisas bonitas com a NOS até lá. (...) Agora é ir para o mercado a seguir", atirou Sónia Carneiro.

Em comunicado, a Liga deu conta do final do contrato de patrocinador principal e 'naming sponsor' (o que atribui à competição o nome da marca em questão) da I Liga portuguesa, sob alçada da LPFP, que em 2017, aquando da sua renovação, foi estimado em 20 milhões de euros pela imprensa desportiva.

Aquele organismo agradeceu à operadora, que será o parceiro exclusivo mais longo da história, com sete anos, enquanto a NOS diz que "vê muito positivamente o resultado da parceria, ao longo das últimas épocas, com a LPFP, que muito contribuiu para uma maior visibilidade da paixão que une os portugueses".

O anúncio surge no dia em que o Benfica pediu para deixar a direção da Liga, que integra ao lado de outros quatro primodivisionários, o FC Porto, o Sporting, o Tondela e o Gil Vicente, além de Mafra, Leixões e Cova da Piedade, da II Liga.

Antes, na quinta-feira, Pedro Proença pediu à mesa da Assembleia Geral a marcação de uma reunião magna para 09 de junho, para discutir a governação do organismo e apreciar o apoio anunciado para os clubes da II Liga, abandonada na sequência da pandemia de covid-19.

A liderança de Proença tem sido questionada depois de ter sido divulgada uma carta do dirigente ao Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, solicitando a sua influência para fossem transmitidos em sinal aberto os restantes 90 jogos da I Liga, que tem reinício previsto para 04 de junho, depois da interrupção devido à pandemia de covid-19.

Por seu lado, a NOS registou prejuízos de 10,4 milhões de euros no primeiro trimestre do ano, contra 42,5 milhões de euros em termos homólogos, admitindo que os resultados foram "amplamente impactados" pela pandemia, numa comunicação à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

Nas telecomunicações, "os maiores impactos foram sentidos na receita de subscrição de canais 'premium', em particular dos canais de desporto (Sport TV, BTV e Eleven Sports) que foram disponibilizados aos clientes de forma gratuita e nas receitas provenientes do 'roaming' internacional, fruto da impossibilidade de viajar".

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