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Correio da Manhã

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Problema na direita explica desaire na arena de Munique no jogo entre Portugal e Alemanha no Euro

Exibição medíocre da equipa das quinas, que só respirou com consistência quando o selecionador germânico tirou Gosens do relvado.
Octávio Lopes 20 de Junho de 2021 às 01:30
Gosens (número 20) marca o quarto golo da Alemanha. Defesa germânico foi um quebra-cabeças para Portugal
Gosens (número 20) marca o quarto golo da Alemanha. Defesa germânico foi um quebra-cabeças para Portugal FOTO: REUTERS/Kai Pfaffenbach
Demasiados erros na defesa, sobretudo na direita, e um meio-campo macio e ineficaz durante inúmeros minutos explicam o desaire (2-4) de Portugal, este sábado, diante da Alemanha, na arena de Munique.

Fernando Santos apostou no onze que venceu (3-0) a Hungria e, durante largos momentos da 1ª parte, verificou-se que Portugal mostrava poucos argumentos para inquietar a Alemanha, que podia ter marcado aos 10, 12 e 13 minutos: Rui Patrício brilhou a remates de Havertz e Müller, e Rúben Dias fez um corte decisivo na área. E estavam os alemães a mandar naquilo tudo quando, num canto, Cristiano Ronaldo aliviou de cabeça. A bola chegou a Bernardo Silva que cruzou para Diogo Jota, na área, soltar para Ronaldo que, após uma correria de mais de 90 metros em 15 segundos, encostou para o 1-0.

A Alemanha respondeu num remate de Gosens em que Patrício voltou a brilhar (18’). Nesta altura a ‘coisa’ estava equilibrada. E Portugal podia ter ampliado em duas cabeçadas defeituosas de Rúben Dias e Diogo Jota: ambas na área e sem oposição. Depois voltou tudo ao normal. Ou seja, a Alemanha a mandar. E mandou tanto que virou o resultado com dois autogolos: Rúben Dias e Raphaël Guerreiro. Ambos a concluir jogadas que nasceram em buracos da defesa lusa. E no minuto 44, Patrício teve novamente de intervir para defender uma bomba de Gosens.

Na 2ª parte, os germânicos chegaram ao 4-1, por Havertz e Gosens - aproveitaram as facilidades do flanco direito da defesa portuguesa. Pelo meio, um penálti de Hummels sobre Diogo Jota que ficou por marcar. No minuto 62, Joachim Löw tirou Gosens (eleito o melhor em campo para a UEFA). E Portugal respirou. Ao ponto de até dominar. Diogo Jota fez o 2-4, após assistência de CR7, e Renato Sanches acertou uma bomba no poste. Os alemães, porém, nunca deixaram de contra-atacar e Goretzka assustou num tiro barra.

Joachim Löw 
O selecionador alemão armou uma equipa que foi capaz de tirar todo o partido da falta de sincronização, a defender, dos jogadores portugueses que tinham como obrigação e missão fechar o flanco direito da defesa.

Fernando Santos
O treinador campeão europeu não foi capaz de corrigir o problema no flanco direito de Portugal. Desde cedo se percebeu que era por ali que os alemães iriam causar inúmeros dissabores, através do endiabrado Gosens.

árbitrO
Um erro grave
O árbitro inglês Anthony Taylor cometeu um erro grave, ao não assinalar um penálti mais do que evidente de Hummels sobre Diogo Jota, no minuto 59. Na altura, o resultado estava em 3-1 para os alemães.
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