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Correio da Manhã

Desporto
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Taluda de Natal no Bonfim

Águias golearam com a ajuda da defesa sadina.
Mário Figueiredo 13 de Dezembro de 2015 às 15:45
Ruben Semedo não consegue travar o trinco Samaris, do Benfica, que inicia um novo contra-ataque da sua equipa
Ruben Semedo não consegue travar o trinco Samaris, do Benfica, que inicia um novo contra-ataque da sua equipa FOTO: Paulo Calado

O Benfica goleou este sábado o V. Setúbal, por 4-2, e tornou aquela que era apontada como uma saída difícil num dos triunfos mais fáceis. A entrada em campo de um gato preto no relvado nos minutos iniciais fazia alguns dos adeptos encarnados acreditarem numa jornada de sobressalto, mas os quatro golos fizeram dissipar qualquer tipo de superstições.

O Benfica, órfão do lesionado Gaitán, entrou em campo consciente do valor dos sadinos. Jardel e Lisandro não deram espaço ao goleador Suk e nunca se coibiram de recorrer à falta para travar o sul-coreano. Aos dois minutos, o cruzamento de Suk atravessou a área encarnada, mas Arnold não deu o melhor seguimento ao lance.

A entrada do gato preto em campo agitou os mais supersticiosos, mas os jogadores do Benfica não foram nessa e arrumaram o jogo com um meio-campo muito povoado e pressionante sobre a bola. Samaris, Renato Sanches, Pizzi e Gonçalo Guedes davam a consistência necessária à equipa encarnada e não deixavam os sadinos construírem o jogo ofensivo.

Pizzi tirou da cartola um grande golo (35’), depois de trocar os olhos a Fábio Pacheco, embora tenha contado com a colaboração do guarda-redes Ricardo, que já tinha negado a festa a Jonas (8’) e a Lisandro (21’).

O golo desorientou os sadinos e, quatro minutos volvidos, André Almeida assistiu Jonas, que, entre os centrais setubalenses, fez o 2-0 de cabeça.

O intervalo parecia ter sido bom conselheiro para os sa- dinos, que surgi- ram mais afoitos. Contudo, esse ascendente criou espaços na defesa que foram bem aproveitados por Jonas, que isolou Mitroglou no 3-0.

A entrada de Vítor Costa trouxe ambição aos sadinos e foi ele quem reduziu, ao aproveitar uma defesa incompleta de Júlio César a remate de Suk para fazer o 3-1. O golo animou os anfitriões, que viveram o seu melhor período, mas o contra-ataque do Benfica estava venenoso.

Djuricic, que não tem sido utilizado, entrou e ofereceu o golo a Gonçalo Guedes, que desperdiçou de forma incrível. Numa sucessão de ressaltos, a bola sobrou para o remate ao poste de Mitroglou. A bola bateu nas costas de Ricardo e entrou. No último suspiro, Suk ainda reduziu para 4-2.
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