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“Quero sair de Alvalade de cabeça erguida”: Ronaldo sobre jogo de hoje contra a Dinamarca

Capitão garante que derrota na Dinamarca foi só a 1.ª parte e pede o apoio dos adeptos para dar a volta à eliminatória na 2.ª mão, hoje em Alvalade.

23 de março de 2025 às 01:30

Depois da derrota (0-1) com a Dinamarca na 1.ª mão dos quartos de final da Liga das Nações, o toque a reunir para o jogo deste domingo (19h45) em Alvalade veio da boca do capitão da seleção nacional.

“Tenho visto rostos cabisbaixos, tristeza, isso está fora do meu dicionário. Já perdi jogos em 90 minutos, já ganhei. Mas nunca perdi numa primeira parte. Perdemos a primeira parte, amanhã [hoje] é a segunda. A equipa não jogou nada, eu não joguei nada. Acontece, faz parte da vida, não somos computadores. Sempre fui uma pessoa positiva e quero sair de Alvalade de cabeça erguida. Fazer um bom resultado e passar”, afirmou Cristiano Ronaldo, insistindo na mensagem de confiança: “Falta de atitude? Não concordo. Obviamente falharam coisas técnicas, mas o futebol é mesmo assim, nem sempre jogamos bem. Já fiz 50 mil jogos maus, os meus colegas também. Faz parte, e passado é passado. É treinar bem, unir as tropas e estar positivo. Eu acredito que vai ser uma grande noite. Se os adeptos estiverem unidos e transmitirem boa energia, tenho a certeza que vamos atingir um bom resultado.”

CR7 discordou que o nível exibicional de Portugal fique abaixo do que seria expectável - “temos jogado bem, tirando um ou outro jogo, um nível excelente” - e lamentou “um certo negativismo à volta da Seleção”, classificando mesmo algumas perguntas como “uma falta de respeito”. “Se for preciso digo 10 vezes. Estamos preparados. Fizemos um jogo de uma palavra que não vou dizer aqui, mas que aconteceu. Temos de fazer aos dinamarqueses o que eles nos fizeram, sentirem-se incómodos. Jogar bem, com grande intensidade e no final vamos ver quem é o melhor, eu vou sair com a cabeça erguida”, insistiu.

Ronaldo também saiu em defesa de Roberto Martínez. “A crítica faz parte, mas acho que é injusto criticar o selecionar, estamos todos no mesmo barquinho. Não conseguimos vencer, perdemos mal, jogámos muito mal, mas temos a segunda parte para jogar. Por isso, calm down [tenham calma].”

O capitão garantiu que irá jogar o tempo que o selecionador entender - “estou sempre preparado para jogar de três em três dias” - e deixou uma garantia: “Se eu não marcar e Portugal ganhar, eu assino já por baixo.”

Marco titular nos 100 jogos

“Bernardo Silva vai estar no onze. Só tentámos gerir o seu cansaço em 72 horas. É um dia especial para ele, a celebração de uma grande carreira”, afirmou Roberto Martínez. “Ele pode fazer 100 internacionalizações e contamos com toda a experiência dele. É um jogador exemplar daquilo que é o futebolista português.”

Contas para passar

Portugal tem de ganhar por um golo para empatar a eliminatória (o jogo iria para prolongamento e depois penáltis). Vencer por dois golos dá a qualificação.

Proença “TEM DADO FORÇA”

“Agradeço muito o apoio do nosso presidente, tem dado ainda mais força para ganharmos”, respondeu Martínez sobre os primeiros tempos da relação com Pedro Proença, recém-eleito presidente da FPF que ontem assistiu à conferência de imprensa, na ressaca de notícias sobre uma possível mudança no comando técnico da seleção nacional.

“Na Dinamarca foi uma desilusão e precisamos de melhorar muito”

“A nossa exibição contra a Dinamarca foi uma desilusão. Mas o segundo jogo em casa não é porque sim, foi porque ficámos em 1.º do grupo. Jogamos em Alvalade, esgotado. Utilizar os nossos adeptos é uma vantagem incrível. Precisamos de melhorar muito. Na Dinamarca não jogámos bem, não tivemos identidade e intensidade, não acompanhámos a agressividade deles. Queremos atingir a ‘final four’, é o objetivo”, disse Roberto Martínez, sem responder se colocaria o lugar à disposição se Portugal for este domingo eliminado. O selecionador nacional garantiu que a “pressão vem de dentro, não de fora” e defendeu que o balanço do seu consulado na Seleção deve ser feito a 27 jogos e não pelos quartos de final da Liga das Nações.

Martínez também disse que poderá alinhar este domingo com dois avançados e explicou que na 1.ª mão faltou “intensidade” e não “atitude”, o que justificou com o facto de os jogadores não terem trabalhado juntos durante quatro meses (novembro a março).

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