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Correio da Manhã

Desporto
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Revolução no onze custa caro ao Sporting que é eliminado da Taça pelo Marítimo

Treinador do Sporting tentou emendar a mão, mas quando mexeu já era demasiado tarde.
Mário Figueiredo 12 de Janeiro de 2021 às 01:30
Marítimo - Sporting
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Sporting
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Sporting
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A revolução no onze que Rúben Amorim quis impor no Sporting custou-lhe a continuidade na Taça de Portugal, ao ser eliminado pelo Marítimo (0-2) num jogo em que Rodrigo Pinho, avançado que vai reforçar o Benfica, foi o melhor em campo.

Rúben Amorim revolucionou a equipa ao mexer em todos os setores (seis caras novas), fruto do jogo desgastante com o Nacional (2-0), disputado sexta-feira em condições climatéricas extremas. Já nos insulares destaque para a titularidade de Rodrigo Pinho, jogador que pode sair já nesta janela de transferências para a Luz. E foi precisamente Rodrigo Pinho o quebra-cabeças para os leões.

O Sporting foi assumindo aos poucos o comando do jogo, fruto das arrancadas de Nuno Santos, Tabata e Matheus Nunes. Mas o lance de maior perigo da primeira parte foi o remate de Tiago Tomás à trave, após passe de Tabata.

No entanto, os insulares queixaram-se de uma grande penalidade que ficou por assinalar por mão de Luís Neto.

Na etapa complementar, o Sporting entrou desatento e os madeirenses subiram no terreno, acercando-se com demasiada facilidade da baliza de Max.

Adivinhou-se o pior para os leões e Rodrigo Pinho (68’) colocou o Marítimo em vantagem, após assistência de Milson. Amorim reagiu demasiado tarde: quando colocou os habituais titulares já não havia muito a fazer. A equipa subiu e acabou por sofrer o segundo golo, desta feita por Léo Andrade, a passe do inevitável Rodrigo Pinho.

Sporar ainda desperdiçou um golo. Os leões caíram fruto da rotatividade que o técnico quis imprimir. Faltaram rotinas e isso ditou o adeus à Taça.

Leão afunda-se no atlântico a respirar só por um(a) Palhinha
o Max – Sem hipóteses em nenhum dos golos do Marítimo. Noite ingrata na Madeira.
o Luís Neto – Falha o passe que descompensa a equipa no primeiro golo do Marítimo.
o Feddal – Estava a cumprir mas também não fica bem na fotografia do 1-0.
o Borja – Não jogava desde 15 de dezembro, mas não foi ele o defesa que comprometeu.
o Plata – Muito longe de ser uma alternativa convincente a Porro.
o Matheus Nunes – Exibição positiva. Construiu a primeira jogada de perigo dos leões. Perdeu gás ao longo do jogo.
o Palhinha - Escorrega no lance do 1-0 mas só porque tenta corrigir o erro de Neto. Foi o pulmão de uma equipa sem músculo e cérebro. Ele, sozinho, não podia fazer mais.
o Nuno Mendes – A verdade é que não facilita na defesa. Mas não tem sido tão desequilibrador no ataque.
o Tabata – Uma boa oportunidade mas rematou fraco.
o Tiago Tomás – Acertou na barra aos 7’. Sem espaço para atacar a profundidade.
o Nuno Santos – Ameaçou de ângulo apertado aos 27’. Uns furos abaixo do habitual.
o Pedro Gonçalves – Uma ou outra jogada individual, sem efeitos práticos.
o Porro – Agitou o flanco.
o João Mário – Deu fluidez aos leões. Entrada tardia.
o Sporar – Falhou na pequena área um golo feito.
o Coates – Entrou para ponta de lança.

ANÁLISE
+ Rodrigo Pinho
Justificou em campo o interesse do Benfica em contratá-lo. Deu o primeiro sinal de perigo e acabou por marcar o primeiro golo da equipa. Teve ainda participação ativa ao assistir Leo Andrade no segundo.

- Rúben Amorim
Fez seis mudanças na equipa face ao triunfo sobre o Nacional. Arriscou demasiado ao mexer em todos os setores. Ficou claro que o plantel leonino é curto. Além disso, demorou a fazer substituições.

Uma mão e um amarelo
Os jogadores do Marítimo reclamaram uma grande penalidade por mão de Luís Neto, mas o árbitro e VAR mandaram jogar. Fica um amarelo, o segundo, por mostrar a Leo Andrade por falta clara sobre Tiago Tomás, junto à grande área.
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