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Rio Ave reitera que treinador-adjunto foi agredido por elemento do Boavista

"No interior do túnel de acesso aos balneários, um dos adjuntos de Miguel Cardoso foi agredido", refere o clube.
Lusa 10 de Abril de 2021 às 22:36
Rio Ave reitera que treinador-adjunto foi agredido por elemento do Boavista
Rio Ave reitera que treinador-adjunto foi agredido por elemento do Boavista FOTO: José Reis/Movephoto
O Rio Ave, da I Liga de futebol, denunciou que um dos seus treinadores foi agredido por um elemento do Boavista, no final da partida entre as duas equipas, da 26.ª jornada do campeonato, disputada no Estádio Bessa.

Numa nota publicada no seu site, o emblema de Vila do Conde reiterou as palavras do técnico Miguel Cardoso, na sala de imprensa do recinto, onde o treinador falou em "agressões e insultos" a elementos da sua equipa final do desafio.

"No interior do túnel de acesso aos balneários, um dos adjuntos de Miguel Cardoso foi agredido por elemento não identificado do Boavista, e ainda ameaçado por outro, gerando-se indignação na estrutura e equipa do Rio Ave pela atitude intimidatória, provocatória e insultuosa daqueles elementos do clube visitado", poder ler-se no texto publicado pelos vila-condenses.

Além de reportar outros episódios de insultos, durante o jogo, por "elementos do staff e jogadores não convocados do Boavista localizados num camarote atrás do banco da equipa do Rio Ave", o clube de Vila Conde reportou um novo incidente à saída do estádio.

"Quando a equipa do Rio Ave se dirigia para o autocarro a fim de abandonar o estádio do Bessa, um grupo de cerca de cinco elementos do Boavista provocou e insultou, gratuitamente, o treinador Miguel Cardoso e o diretor desportivo André Vilas Boas", denunciou.

Ainda segundo o emblema da foz do Ave, "a comitiva do clube teve de ser escoltada pela Polícia de Segurança Pública até à Avenida AEP, com um forte dispositivo policial para que a saída se procedesse em segurança".

Na mesma publicação, o Rio Ave também "pediu desculpas à instituição Boavista" por um gesto obsceno protagonizado pelo treinador Miguel Cardoso, aquando do terceiro golo da equipa, já em período de descontos, e que impôs o empate final no jogo, considerando a atitude "reprovável", mas alegando que a mesma foi provocada.

"Não nos revemos, em absoluto, em qualquer comportamento ou gesto irrefletido, fruto de emoções acicatadas e incendiadas por contextos adversos intimidatórios e de vocação verdadeiramente medieval", concluiu o Rio Ave.

O Boavista já tinha, anteriormente, reagido às declarações de Miguel Cardoso feitas sala de imprensa do estádio do Bessa, dizendo que o treinador do Rio Ave "mentiu de forma descarada", ao mencionar a existência de agressões.

"O Boavista desmente categoricamente as acusações do treinador Miguel Cardoso, que mentiu de uma forma descarada ao falar em agressões que só existiram na sua fértil imaginação", pode ler-se numa nota enviada pelo clube portuense à comunicação social.

Nessa mesma nota informativa, o Boavista disse que tal que "a mentira será facilmente desmascarada quando forem conhecidos os relatórios das forças policiais e dos delegados da Liga presentes no local".

"Esta acusação mirabolante só serve de desculpa para o espetáculo degradante que este agente desportivo protagonizou ao longo de todo o jogo", pode ler-se no mesmo texto dos 'axadrezados'.

Boavista e Rio Ave empataram hoje por 3-3, em partida da 26.ª jornada da I Liga portuguesa de futebol, que teve uma ponta final marcada por algumas 'escaramuças' e trocas de insultos entre elementos dos dois clubes.

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