Melhor do Mundo saltou do banco e só precisou de 18 minutos para desbloquear o jogo frente a Andorra e marcar um golo.
Cristiano Ronaldo foi obrigado a sair do banco para desbloquear e construir a vitória de Portugal sobre a modesta Andorra, por 2-0, mantendo assim acesa a possibilidade de apuramento direto para o Mundial de 2018 no último jogo com a Suíça (terça-feira no Estádio da Luz).
Fernando Santos deixou Cristiano Ronaldo no banco. É certo que o capitão da seleção nacional estava tapado pelos cartões amarelos (se fosse admoestado falhava o jogo com a Suíça) e o relvado sintético deixava algumas preocupações, pois é mais suscetível a lesões. Contudo, a equipa apresentada não mostrou capacidade para superar um adversário da terceira divisão europeia.
As dificuldades de jogar num relvado sintético (bola salta mais e as chuteiras prendem) não justificam a mediocridade do futebol nacional. É certo que a equipa das quinas dominou sempre a partida e esteve mais perto do golo. Aliás, Rui Patrício teve uma noite tranquila.
Andorra jogou com as armas que tinha. O tal relvado sintético e muita vontade. Uma vontade de se mostrar ao Mundo. Aguerridos, cerraram linhas e defenderam. Defenderam como podiam. Não jogaram bonito. Limitaram-se a desviar as bolas da sua baliza. E quando os portugueses acertavam no alvo surgia Josep Gomes, que, com um punhado de boas defesas, foi adiando o golo.
Quaresma foi o mais inconformado na primeira parte. Trivelas para a área, cabeceamentos à baliza e remates de longa distância. André Silva, que soma agora oito golos em nove jogos, desperdiçou várias ocasiões. Algumas escandalosas e pouco condizentes com um avançado da 1ª linha do futebol europeu.
Fernando Santos sentiu que aquela equipa não ia ganhar o jogo. Teve de levar um banho de humildade e chamar Ronaldo ao jogo. Percebeu que só o melhor do Mundo podia desbloquear esta partida. De nada valia poupar CR7 para a Suíça se não ganhasse a Andorra.
Ronaldo entrou e só precisou de 18 minutos para marcar. Eliseu passou para João Mário, que cruzou para a área, a bola sobrou para CR7 e estava feito o 1-0. A Seleção e Fernando Santos respiravam de alívio. Estava desbloqueado o jogo, mas foi preciso o melhor do Mundo vestir o fato-macaco.
Portugal com Ronaldo é diferente. Joga e faz jogar os companheiros. Aumenta o grau de exigência a todos os que estão no campo.
Fernando Santos optou por reforçar o meio-campo. Tirou Quaresma (também ele à bica dos amarelos) e fez entrar William Carvalho. Era importante evitar surpresas. Até porque Andorra já tinha ganho à Hungria e tinha feito a Suíça sofrer (2-1).
Cristiano Ronaldo já tinha assumido o jogo, com vários remates perigosos à baliza. Até que iniciou a jogada do segundo golo com um cruzamento para a área, onde apareceu Danilo a assistir de cabeça André Silva, que emendou ao segundo poste.
Estava garantido um triunfo que não foi fácil e só foi possível graças ao melhor do Mundo. Sem Ronaldo, esta Seleção é, efetivamente, vulgar.
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Análise do jogo
Positivo: Postura de Andorra
Garra e determinação. Foi assim a equipa de Andorra no jogo de ontem. O sintético não explica todas as dificuldades sentidas por Portugal.
Negativo: Fernando Santos
O selecionador nacional não respeitou Andorra. Quis poupar Cristiano Ronaldo, mas acabou por ter de recorrer a ele para salvar o jogo.
Arbitragem: Sem influência
Não teve influência no resultado, mas foi permitindo o excesso de agressividade por parte de Andorra. Algumas faltas foram feias...
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Análise dos jogadores
Ronaldo - Entrou, marcou e foi decisivo no 2-0. Cristiano Ronaldo teve de entrar para resolver e colmatar os problemas de finalização apresentados pela equipa de Fernando Santos.
Rui Patrício – Um mero espectador. Nunca foi posto à prova, mas esteve atento.
Nélson Semedo – Sem trabalho a defender, subiu e criou desequilíbrios na frente.
Pepe – Perigoso nas bolas paradas na área de Andorra. Tentou o golo com remates de longa distância.
Neto – Esteve perto do golo com uma emenda ao segundo poste que saiu ligeiramente ao lado. Sem trabalho para
defender.
Eliseu – Mostrou garra e ritmo. Boas arrancadas pelo seu flanco e cruzamentos. Não se notou a falta de ritmo por não jogar no Benfica.
João Mário – Não foi o desequilibrador que Fernando Santos precisava, mas trouxe tranquilidade ao miolo.
Danilo – Iniciou o jogo a trinco e cumpriu. Com a entrada de William Carvalho libertou-se mais para o ataque e foi decisivo ao assistir André Silva no 2-0.
Bernardo Silva – Muito ativo. Bons cruzamentos para a área e remates perigosos que foram defendidos por Josep Gomes. Perto de marcar aos 73’ mas rematou por cima.
Gelson Martins – Irrequieto e desequilibrador. Trocou várias vezes de flanco, o que desorientou a defesa de Andorra. Bons cruzamentos que não foram aproveitados.
Ricardo Quaresma – Estava a ser o melhor em campo, sem Ronaldo. As suas trivelas para a área e um cabeceamento perigoso fizeram estragos na defesa adversária.
André Silva – Marcou o 2-0, com uma emenda ao segundo poste. Desperdiçou várias ocasiões de golo. Só ganhou tranquilidade quando Cristiano Ronaldo entrou e já tinha marcado um golo.
William Carvalho – Trouxe consistência ao meio-campo e permitiu a subida no terreno de Danilo.
Gonçalo Guedes – Regresso após 2 anos de ausência.
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