Presidente do Benfica apresentou justificações para o rendimento desportivo abaixo das expectativas alimentadas pelo clube na temporada.
O presidente do Benfica, Rui Costa, assumiu culpas pelos resultados alcançados pelos 'encarnados' na época futebolística 2025/26, no discurso de abertura da primeira Assembleia Geral (AG) deste sábado, tendo admitido que ficaram "aquém da exigência" do clube.
Na sua primeira intervenção aos sócios benfiquistas na primeira de duas AG que decorrem este sábado no Pavilhão n.º 2 do Estádio da Luz, em Lisboa, disponibilizada na página do clube na Internet, o responsável 'encarnado' garantiu "total frontalidade" na sua avaliação à temporada, que não considerou positiva.
"A época ficou aquém da exigência que define o Benfica. A conquista da Supertaça é um título que valorizamos, mas está longe de corresponder às ambições que tínhamos para esta temporada. O terceiro lugar no campeonato e a ausência da Liga dos Campeões do próximo ano não correspondem aos objetivos que traçámos nem ao investimento realizado", reconheceu Rui Costa, na abertura da AG subordinada ao tema Planeamento, Gestão e Resultados Desportivos.
Rui Costa apresentou justificações para o rendimento desportivo abaixo das expectativas alimentadas pelo clube na temporada que findou, começando pelo "contexto particularmente exigente" resultante de uma pré-temporada curta em função da participação dos 'encarnados' no Mundial de Clubes, no verão passado.
"Estávamos cientes de que iríamos enfrentar um contexto particularmente exigente, marcado por um calendário condicionado pela realização do Campeonato do Mundo de Clubes, o que reduziu significativamente o tempo disponível entre o final da temporada e o arranque competitivo da nova época", recordou o presidente benfiquista.
Rui Costa argumentou que a administração a que preside procurou combater esse cenário com um investimento no plantel da equipa profissional de futebol que não surtiu o efeito que desejava.
"Foi também nesse enquadramento que procurámos reforçar a equipa com novos jogadores que pudessem ter um rendimento elevado imediato, algo que, quer por erros de expectativas da nossa parte, quer por questões de adaptação, acabou por não acontecer da forma como pretendíamos, culminando numa irregularidade exibicional que muito nos comprometeu em termos de classificação", lamentou.
Com uma posição de "primeiro a assumir" a má campanha e os respetivos "falhanços", o responsável máximo pelo Benfica apontou ainda "erros de arbitragem" que, em seu entender, "condicionaram e muito" o rendimento da equipa de futebol.
"Como já afirmei publicamente, não escondemos os nossos erros em fatores arbitrais. Sou o primeiro a assumir que falhámos em vários planos. Mas também não podemos aceitar que os nossos falhanços sirvam para escamotear erros de arbitragem relevantes que condicionaram e muito o nosso percurso e tiveram um desfecho importante no desenrolar do campeonato".
Nesse sentido, Rui Costa prometeu "rigor, exigência e sentido de responsabilidade" para dar a volta à situação, recolocando o Benfica na rota do êxito desportivo.
"Queremos - e tudo vamos fazer - para conquistar o campeonato nacional e ter uma presença expressiva na Liga Europa. No fundo, devolver o Benfica ao lugar que os sócios exigem e que a história do clube nos impõe. Nunca nos conformamos com aquilo que alcançamos, essa é a essência do clube que amamos", rematou o presidente dos 'encarnados', transmitindo "confiança de que o futuro será construído com o contributo de todos" os associados da instituição.
Após a primeira AG, que tem como ordem do dia Planeamento, Gestão e Resultados Desportivos, segue-se outra reunião magna, a partir das 14:00, sobre Orçamento e Plano de Investimentos 2026/27.
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